FUTUROS AMORES

Um blog sobre amor, arte e acaso.

10 de ago. de 2013

A força do abraço

Postado por Priscila |


O abraço salva...

O abraço cura almas sofridas, corações partidos e mentes em desarmonia.

O abraço salva.

Nem sempre o abraço vem de quem sem espera.
Nem sempre do peito mais próximo.
Mas é fato: o abraço sempre vem.

Bendita as almas que recebem o abraço certo na hora certa!
Bendito os que salvam o próximo da queda por terem doado um instante de seu calor mais terno.


O abraço salva...
E nem sempre vem do lugar que se espera...
 Mas vem.

É fato. 

Dedico este post a todos que me abraçaram e  me salvaram do precipício de mim mesma.
Dedico este post a todos que tive a graça de abraçar e também de salvar, mesmo que não soubesse.

A todas essas pessoas, um dos mais belos "abraços" do mundo: a "AVE MARIA". Ouçam. Não há como não se sentir "abraçado"...


(Bendito Bach! Bendito Gounod!)

26 de jul. de 2013

E foi mais ou menos assim...

Postado por Priscila |

-- Ok. Fala com a minha mão...

20 de jul. de 2013

Amor, casamento e família

Postado por Priscila |

Parte 1
Parte 2
Parte 3
Parte 4

7 de jul. de 2013

Thanks, dear Polunin! =0)

Postado por Priscila |



            Em 2007, o espetáculo de clown Slava’s SnowShow – de Vyacheslav Ivanovich (Slava) Polunin – veio ao Brasil. Eu li as críticas no jornal e fiquei maravilhada e decidi: preciso ver isso! No entanto, não tinha dinheiro para comprar o ingresso. Fiquei sabendo que uma grande rádio estava oferecendo convites para os ouvintes. Passei uma semana inteira ligando até que (acreditem!) eu consegui. O ingresso era para o último lugar da última fileira, mas apesar disso ainda me senti privilegiada. Foi um dos espetáculos mais lúdicos e delicados que assisti. Naquela época, tudo estava tão “cinza” na minha vida que toda aquela explosão de cor e luz me transformou.
Passei anos pensando em como seria bom estudar a arte do clown (palhaço). Nunca consegui fazer um curso. Sempre havia um problema: ou era caro demais, ou as datas e horários não eram compatíveis... No entanto, não desisti: segui estudando pela internet... Vi os vídeos de Polunin... Do Licedei... Passei a pesquisar textos acadêmicos sobre o assunto... Salvei imagens... Rascunhei ideias... Até que em 2011 tive a oportunidade de colocar as minhas pesquisas em ação pela primeira vez. Ofertei algumas pantomimas e dei meu primeiro passo (tímido, mas amoroso). Em 2012, um novo desafio: um grupo de jovens queria conhecer a arte do clown e resolvi dividir o pouco que sabia. Resultado: eu e eles estamos estudando juntos, testando, experimentando, compartilhando erros e acertos sobre como trilhar os caminhos de ser palhaço...
            Apesar de reconhecer que a arte do palhaço se constrói originalmente no “riso”, nunca me esqueci da questão lúdica apresentada por Polunin... Assim como muitas pessoas, achava que palhaço “de verdade”, “tem que” fazer gestos grandes, “tem que” fazer rir, “tem que” ser exagerado, “tem que” falar. Pensar assim é limitar a arte do clown. Graças ao Polunin, descobri que gestos minimalistas podem conquistar uma plateia. Que palhaço também chorar, mas de encantamento. Que gestos são tão ou mais importantes que palavras...
Ontem, depois de 6 anos (06/07/2013), vi novamente o espetáculo Slava’s SnowShow. Mais uma vez o preço do ingresso me colocou num lugar nada promissor: no balcão. Longe do palco, longe da teia, longe da tempestade, longe dos palhaços... Polunin não estava no elenco da apresentação, mas ainda sim, foi delicioso! A trupe é ótima.
Em casa, minutos antes de sair, escrevi uma carta para Polunin e sua trupe. A entrega da mensagem foi uma verdadeira “Odisseia”! Sacudi do balcão, tentei fazer um “aviãozinho” e lançar, arrisquei pedir ajuda de alguém da plateia para deixar a carta no palco, mas nada! Então, na fé e na coragem, desci, invadi a plateia e cheguei perto do palco com o meu “bilhetinho” de 1 metro que dizia mais ou menos assim:
“Dear Polunin, thanks for inspire me to be a clown. I watched your show in 2007. I'm practicing the clown art with a group of teenagers. Could you give us some advice? All our the best hugs! Priscila ( e o nome de todos os jovens que estudam clown comigo).”  
Um dos palhaços recebeu, e todos leram a carta no palco. Recebi a promessa que entregariam a carta ao Polunin.
Por sorte, meu noivo fotografou (como pode!) esse instante improvisado e espontâneo...

Com a carta nas mãos...

Carta no chão e leitura rápida...

A breve conversa..
Carta no peito e a promessa da entrega =0)


P.S. Em 2011 descobri que os artistas do grafite, Gustavo e Otávio (OsGêmeos),  haviam feito uma bela obra de arte na casa de Polunin, na França. Escrevi uma mensagem para eles pedindo que enviassem um “beijo de borboleta” para ele. E não é que eles responderam ao meu pedido? =)


***

Depois que escrevi esse post, recebi um e-mail de meu noivo com uma linda prosa poética sobre o dia de ontem. Decidi compartilhar:

"Rio, 07 de julho de 2013 (domingo).

Você, D. Quixote

Slava’s Snow Show. Teatro Bradesco, Village Mall. O fim de uma apresentação bonita e poética, num êxtase, com bolas gigantes quicando sobre a plateia e Blue Canary tocando. Nós no balcão nobre, muito longe do palco e da chuva de papel picado que fazia as vezes de “neve”, enquanto os palhaços brincavam com a plateia que se retirava. E eis que vejo você, com olhos marejados, pegar o cartaz que fez com as crianças da Evangelização do GEAF e, sozinha, ir para a frente do balcão tentar, com pulos e acenos, fazer alguém do palco notar que você tinha algo para eles. Eu fiquei atrás, segurando nossas coisas, surpreso e comovido com sua coragem e seu esforço. E cheguei a pensar, confesso, que era um esforço de uma Quixote-menina, pequena e desesperada, tentando se fazer notar pelo mundo. Lá embaixo, as bolas coloridas faziam a alegria de adultos e crianças, mas também formavam uma barreira entre seu alvo e o cartaz feito com tanto carinho. Naquele momento, você era fã e também mensageira do esforço de um bando de meninos e jovens tentando descobrir o que é a arte, um legado importante demais para se limitar ao protocolo de uma plateia bem comportada.
Notei que podíamos tentar entrar na área da plateia baixa, e você disparou na minha frente, salto alto e tudo. Felizmente, os palhaços estavam ainda no palco, brincando e fazendo brincar, como num espetáculo após o espetáculo. Perdi você de vista por um momento, no meio da multidão em volta, mas logo a acho: na beira do palco, pequenina, o cartaz aberto, gesticulando rápida e aflitamente para um dos palhaços. Ele nota, aproxima-se e vocês se comunicam por gestos — a linguagem universal dos clowns de toda a Terra. Fico observando, uns passos atrás, e só posso imaginar como você se sentiu quando ele veio e falou com você. E logo vocês estão fazendo mímicas, primeiro um ratinho, depois uma dancinha, como se fossem velhos amigos. Dei-me conta, então, que estava presenciando a realização de um sonho, como o “sonho dentro do sonho” de Poe, só que agora um deles era real. A carta estava entregue, uma promessa havia sido feita e, quem sabe, um novo sonho começava a surgir.
E que ele possa se realizar também. Pois hoje eu acredito um pouco mais em sonhos que se fazem reais.

R."


5 de jul. de 2013

O que é, então?

Postado por Priscila |


... e hoje acordo sem saber: as minhas razões são tão diferentes assim das suas? Talvez sim...
Eu sei o que está aqui, dentro de mim. Mas não posso me usar como parâmetro de tudo.
Talvez tenha sido a pressa de ser feliz. Ou talvez não.

Talvez você precise voltar no tempo. Talvez você precise de melhores espelhos. Talvez você precise de um laboratório de experiências...

E, eu? 

Talvez eu só precise aceitar e seguir.



28 de jun. de 2013

Resgate

Postado por Priscila |



Preciso fazer as pazes com Amélie.
Preciso rever Frida.
Preciso dar mais ouvidos à Björk e aos Hermanos.
Preciso encontrar os meus lápis de cor.
Preciso...

Preciso visitar Clarice.
Preciso lembrar mais de Kundera.
Preciso dar um pulinho ali: Paris, Praga e Istambul.
Preciso escrever uma carta para Polunin.
Preciso...

Preciso reconhecer Alice do outro lado desse espelho..

26 de jun. de 2013

Sobre o eterno

Postado por Priscila |

Alice: quanto tempo dura o que é eterno?
Coelho: Às vezes, apenas um segundo.
(Alice no País das Maravilhas)

E quando esse silêncio impera...
Quando não há nada, além de nós...
Um instante pode ser eterno,
como o universo ansioso antes de ser criado.

15 de jun. de 2013

O perdão

Postado por Priscila |


Perdoar não é esquecer. Se fosse, não haveria mérito no perdão. Perdoar é reconhecer a falta cometida, analisar a situação e desculpar conscientemente o culpado. Sem penalidades, sem recriminações, sem ares de superioridade. Perdoar é o ato de reconstruir o relacionamento original, uma tentativa de recuperar a “inteireza inicial” e a determinação de procurar um começo mais bem-sucedido.
Rabino emérito Henry Sobel

14 de jun. de 2013

As cores da alma

Postado por Priscila |

 Qual é a sua cor, flor pequenina?
Que brilho é esse que sai tão sorrateiro de seus cabelos?
De onde vem a clareza harmoniosa que compõe seus olhos?
Que pigmento intenso você escolheu para vermelho dos seus lábios!





29 de mai. de 2013

O caminhar solitário de cada um...

Postado por Priscila |

Por mais que haja alguém ao seu lado, sempre haverá um momento solitário no caminhar.Só existirá você e o infinito.

Muitas perguntas silenciosas serão encaminhadas ao firmamento... Mas não haverá tradução, nem resposta pronta.

É você e o céu apenas.



***
E sigo sem entender...

27 de mai. de 2013

Meditação ao dicionário

Postado por Priscila |

"-- Perdoa-te"
Ela leu isso em algum livro. Mas não entendeu, não sabia, não alcançava o que a frase queria dizer.
Começou uma longa jornada pelos dicionários.

26 de mai. de 2013

Lacunas...

Postado por Priscila |

Um dos melhores vídeos dos "anões em chamas". A ideia é ótima, a edição dá um ritmo incrível ao roteiro e Fábio Porchat tem uma atuação no ponto! Inteligente sem ser vulgar.

25 de mai. de 2013

A profundidade do espelho

Postado por Priscila |



Os relacionamentos são vivos como pessoas que neles se envolvem. 
-- Donald B. Andell


    O que recebemos de cada experiência é proporcional ao que damos. Em outras palavras, a riqueza de nossa vida depende obrigatoriamente da profundidade de nosso comprometimento. O envolvimento reservado garante apenas recompensas limitadas, enquanto esforços feitos de coração prometem um grande retorno. Descobrimos que isso vale para todos os aspectos de nossa vida.
    Nossos relacionamentos nos premiam com justeza. A beleza que existe nesse entrelaçamento com outras pessoas é igual à beleza que levamos a ele. Contudo, quando levarmos apenas críticas e triste desesperança para um relacionamento, encontraremos desânimo em vez de alegria. Cada relacionamento é a soma e substância das partes envolvidas. Um relacionamento frutífero demonstra, tal como uma árvore frutífera, os esforços daqueles que cuidaram de sua poda.


Quanto contribuo para os relacionamentos que considero significativos? Eles me abençoam de acordo com o que dou. O dia de hoje me dá a oportunidade de dar uma contribuição maior.

Fonte: CASEY, K.; VANCEBURG, M. A Promessa de um novo dia -- meditações para o cotidiano.São Paulo:Editora Best Seller, 1984.

7 de mai. de 2013

Um dia qualquer como hoje

Postado por Priscila |


... sem tempo, sem pressa, sem palavras...
... o peso do homem é produto do meio...
... o resgate da leveza é contínuo...

... Deixe flutuar...
... Deixe viver sem horas...
... Deixe fora esses ponteiros e números...

... há um instante em que tudo para.
... o tempo seca.
... a idade vaza.
... os anos empoeiram.

E quando tudo parece perdido em meio a tantos instantâneos... a gentileza brota no sorriso de um estranho.



6 de mai. de 2013

A máscara

Postado por Priscila |


Enquanto há máscaras, tudo é incômodo.

Não diga a verdade, não seja sincero. Só assim não será punido.
O importante é manter as aparências, a falsa paz, a pseudo alegria.
Não mostre quem verdadeiramente é. Ser sincero pode ser arma na mão do "inimigo".

Quanta covardia!


Usando a morte para pensar a vida

Postado por Priscila |


Em momentos de extrema fragilidade, nós queremos estar do lado de quem conseguimos sentir o amor.
Não se trata de amar, ou de só ser amado. Trata-se da troca.

Não existe solidão mais triste do que aquela que se tem acompanhado.

Como li certa vez "o afeto chega até nós dos lugares mais improváveis". E o mais curioso: nem sempre vem de quem amamos.

Para refletir...

26 de mar. de 2013

O poder do abraço

Postado por Priscila |



A história da Páscoa

Postado por Priscila |

Uma linda história para compartilhar com as crianças (e com todo o mundo!)

24 de mar. de 2013

O que eu preciso?

Postado por Priscila |

Eu preciso de paz de espírito.
De tempo para fazer as coisas que gosto.
De instantes para conversar comigo mesma.
De oportunidades para conhecer outras vivências...

Eu preciso enriquecer a minha alma.
Enriquecer com flores, com cheiros, com sabores, com toques, com falas, com suspiros, com olhos, com gargalhadas.

Eu preciso de mais otimismo.
Preciso de menos rigidez e mais leveza.
Preciso de "eu te amo" grátis.
Preciso de boas histórias para contar...

Eu preciso me bastar (no bom sentido).
Eu preciso me curtir mais.
Eu preciso voltar a ir ao cinema.
Eu estou com saudades de mim.

Eu preciso comprar uma bota, trocar a impressora, costurar um botão.
Eu preciso pagar as contas, emprestar dinheiro, e também economizar...
Eu preciso sonhar com os pés enterrados no chão (sem graça...)
Eu preciso dormir mais, e trabalhar menos... Mas antes: as obrigações!

Eu preciso de tanto e de tão pouco...

16 de fev. de 2013

Pé no saco!

Postado por Priscila |

Eu não podia imaginar o quanto tudo isso seria um grande pé no saco...


Imagem auto explicativa


Eu quero ter o direito de dizer que não estou satisfeita e que não estou me sentindo realizada. Pronto, falei!