"Pertencia àquela espécie de gente que mergulha nas coisas às vezes sem saber por que, não sei se na esperança de decifrá-las ou se apenas pelo prazer de mergulhar…”
"Continuo a pensar que quando tudo parece sem saída, sempre se pode cantar. Por essa razão escrevo."
(C.F.A.)
22 de mar. de 2010
Incompletude.
Postado por
Priscila
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Fragmentos de um discurso amoroso
Para os grandes, as obras acabadas tem pesos mais leves que aqueles fragmentos nos quais o trabalho se estira através de sua vida. Pois somente o mais fraco, o mais disperso encontra sua incomparável alegria no concluir e se sente com isso devolvido à sua vida. Para o gênio, toda e qualquer censura, os pesados golpes dos destinos como o suave sono, cai na industriosidade de sua própria oficina de trabalho (...). (Walter Benjamin)
E assim disse Osho:
Não dizer tudo significa dar uma oportunidade para que o ouvinte complete o que está sendo dito. Todas as respostas vêm incompletas. O importante é tirarmos delas apenas a direção para a nossa caminhada. No momento em que encontrar o limite, você saberá o que irá permanecer.Se alguém estiver tentando compreender intelectualmente, irá fracassar.Não se trata de uma resposta para uma pergunta, mas de algo maior do que a resposta. Trata-se da indicação da própria realidade.
Mesmo no fluxo sempre mutável da vida, há instantes em que chegamos a um ponto de completude. Ao concluir isso, você estará criando condições para que alguma coisa nova possa começar. Use essa pausa momentânea para celebrar ambas as coisas: o encerramento do velho e a chegada do novo.
Até mesmo o que você entende por "incompletude" um dia se completa. Quer conforme o seu desejo, quer não. Aceite e aproveite a oportunidade!
"Fazes-me falta" de Inês Pedrosa.
Esse é o livro do meu desassossego!
Pensei em postar algumas passagens, mas me senti como a personagem do livro: morta e no limbo tentando em vão se comunicar sobre uma relação inominável.
***
- Como posso dormir tranquila essa noite depois de 37 páginas de choro copioso?
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Este blog é um esforço lúdico para (re)elaborar a experiência amorosa. O amor na música, na memória, no cinema, na literatura, ou no "acaso".
É aqui que eu planto o meu silêncio e vejo brotar arte.
É aqui que eu me reinvento e abro espaço para o novo chegar.
Futures amores, sejam bem-vindos!
Leia o Manifesto.
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