"A arte de viver é matar a psicologia, criar consigo e com os outros individualidades, seres, relações, qualidades que sejam inomináveis.Se não se pode chegar a fazer isso em sua vida, ela não merece ser vivida." (Michel Foucault - Entrevista - Entre o amor e os estados de paixão Conversa com Werner Schroeter).
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O meu corpo não penetra os seus olhos. É a minha alma o que enxerga.
Sutilmente me coloquei ao seu lado para te ajudar a desembolar essa linha de pipa que não te deixa voar...
Sem corpo, sem toque, apenas palavras. Palavras íntimas da nudez d'alma.
E fomos libertando os fios. Cada um em uma ponta.
E na distância das extremidades nos encontramos.
Cortes, silêncios, tempo, percepção.
Ambos buscam. Confabulam.
E a substância mais nobre dos homens está aí, em forma de nuvem que paira e só se materializa em casos de chuva.
Porque não chove?
O especial existe por esse estado de incompletude, esse desencontro delicado no encontro.
É a dialética de um relacionamento inominável.
"Não espero completude, só cumplicidade."(Cecília Braga)

Essa semana ouvi de um "macho" uma teoria curiosa. Segundo ele, toda "fêmea" sofre da "síndrome da branca de neve". (Hã?) Vou explicar! Essa síndrome se resume no seguinte: quando uma mulher conhece um homem, ela realiza uma rápida análise e imediatamente o enquadra num desses dois grupos: "anões" ou "príncipe". Esses dois grupos se caracterizam pelos seguintes aspectos.
GRUPO DOS ANÕES
Feliz - O típico boêmio bebum... Vive "alegrinho" de tanta cerveja!
Atchim - É o cara hipocondríaco e cheio de problema.
Mestre - Trata-se daquele guri que acha que pode mandar em tudo, inclusive na sua vida.
Zangado - São os malas. Se você chama pra sair, reclama. Se quer ficar em casa, reclama também. E por aí vai... Nunca tá satisfeito!
Soneca - Uma palavra: vagabundo. Não quer nada com trabalho. Só quer cama!
Dengoso - Hum... É aquele que você acha meiguinho, mas sempre fica com a pulga atrás da orelha se perguntando: Será que ele é...?
Dunga - Faz o tipo engraçadinho, carismático, mas só fica nisso...
GRUPO DOS PRÍNCIPES
O príncipe - É o cara perfeito! Se pra ganhar um beijo,a mulher é capaz de ficar deitada dentro de uma esquife(1), imagine o resto! (Esse pensamento não é meu! Só estou reproduzindo o que ouvi!)
Só por isso, eu já tinha achado a comparação curiosa e digna de post, mas ela vai além. Segundo a teoria, se a mulher classifica o homem no "grupo dos príncipes" existe a possibilidade de rolar um lance, mas se ela o classificar como "anão", já era! Ele pode dar casa, ajudar na cozinha, cantar musiquinha que ele vai sempre ouvir "Ahhh,não"(2)
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Bom, não sei o que vocês acharam dessa teoria da "Síndrome de Branca de Neve", mas quando eu vejo essa imagem, eu penso duas vezes antes de classificar alguém como "príncipe"!
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(1) Pra quem não sabe, "esquife" é um sinônimo bonitinho para "caixão".
(2) Entenderam a piada, né? "Ahh,não" = "anão"
Hoje não vou falar de amores.
Amanheci com uma vontade estranha de me esconder numa concha e esperar...
Esperar o quê? Não sei. Sinto um arrepio frio. É como se fosse um alerta de tsunami...
Preciso fazer as minhas preces.
Think positive: - Hay otros!
Hay otros
Danuza Leão
Quando o telefone toca e a secretária diz que é seu patrão que quer falar com você, qual o primeiro e (único) pensamento que lhe ocorre? “É a demissão” —claro. Depois da conversa, ótima, você volta a fita, raciocina e se dá conta de que, se fosse para lhe demitir, ele mandaria outra pessoa. Elementar, mas não adianta: todo mundo é inseguro, mesmo aqueles que dão a impressão de serem os mais seguros do mundo.
Só se é seguro com coisas que tanto faz; mas, quando você olha aquele vestido maravilhoso na vitrine, não compra, mas fica pensando nele sem parar e resolve voltar no dia seguinte, não consegue dormir, pensando que, quando chegar à loja ele já terá sido comprado. E quando o objeto do seu desejo é muito importante, mas muito importante mesmo, você vai pensar que talvez não consiga chegar lá por que o trânsito pode ser interrompido, que a proprietária pode ter morrido e por isso a loja vai estar fechada, esse tipo de coisa.
Quando encontra o apartamento dos seus sonhos, enquanto o despachante está examinando a documentação, são três tranqüilizantes por dia. É claro que a cidade inteira, o universo inteiro só quer uma coisa: aquele mesmo apartamento. E sendo assim, alguém vai chegar e oferecer o dobro do preço sem se importar se a papelada está ou não em ordem, e você vai ficar sem ele, claro. Ele, o único apartamento do mundo.
Já quando é você que resolve vender o seu, por mais maravilhoso que seja, uma certeza você tem: ninguém, nin-guém, vai se interessar por ele. Não importa que seja de frente para o mar e tenha uma vista esplendorosa, varanda e ar condicionado central e que o preço seja mais do que justo. Mentalmente você já se prepara para fazer um desconto—10% ou 20% o que quiserem, o que oferecerem; num momento de total insegurança, você chega a pensar em doar o imóvel para uma instituição de caridade — se alguma delas quiser, o que não é certo.
Os paranóicos de carteirinha vão mais longe: basta que o telefone toque para que eles estremeçam, com medo de uma má notícia. E se tocar de madrugada, aí é tragédia certa. E existem também aqueles que estão com a vida ótima, tudo em cima, todo mundo com saúde, os amigos bem de vida e passam o tempo se perguntando quanto tempo aquilo vai durar. Ninguém é feliz para sempre; por que ele seria? E se tiver uma doença grave? Doença não avisa, e 50% da população com mais de 85, sofre do mal de Alzheimer. Ele tem 42, mas um dia vai ter 85 – isso se viver até lá. E quando isso acontecer, quem vai cuidar dele?
E quando telefonam do laboratório para dar o resultado do exame de sangue? E quando o namorado lhe deixa?
Homens e mulheres deixados dos 15 aos cem anos, nesse momento pensam exatamente a mesma coisa: nunca mais vou arranjar outro/outra. Não adianta nada. Que você seja linda, inteligente, charmosa, interessante. Sabe o que é nunca mais? Pois é: nunca mais. E a coragem para se levantar da cama de manhã? Se não tivesse de trabalhar, ficava deitada o dia inteiro, bem vaga, se achando o lixo da humanidade. Aliás, ela merece: nunca foi uma boa filha, uma boa mãe, nem uma boa amiga e está apenas colhendo o que plantou. E se no lugar de dedicar tanto tempo aos prazeres da vida tivesse se engajado a sério num projeto político, o país não estaria do jeito que está. A culpa de tudo é dela, claro.
Não há nenhum exagero em nada que você leu; todas as pessoas são assim.
Mas existem pessoas como Maria Felix, que, num belo documentário passado na televisão em sua homenagem, declarou que nunca sofreu por um homem, por que nessa hora sempre pensou: “Hay otros”.
“Hay otros” —e isso vale para quase tudo.
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Ju, valeu pela visita ao blog! E mais: muito obrigada pelo presente! Adorei esse texto da Danuza Leão! A casa é sua! E pode sentar nesse sofazão vermelho quando quiser!!! Beijinhos
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É aqui que eu planto o meu silêncio e vejo brotar arte.
É aqui que eu me reinvento e abro espaço para o novo chegar.
Futures amores, sejam bem-vindos!
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