FUTUROS AMORES

Um blog sobre amor, arte e acaso.

9 de fev. de 2010

Como diria o filme, "Ele não está (tão) afim de você".

Postado por Priscila |

Tá todo mundo assim: coraçãozinho doído, vazio, com uma esperança rala, meio cambaleante... Você não é o único, meu amigo. Não é. É uma miséria dos desencantados! Todos colando com superbond os seus caquinhos... Todos tentando achar um sapato velho para o pé cheio de calos...

Mas será que encontrar alguém já é o suficiente? Para algumas pessoas, sim... Às vezes a pessoa te chama pra sair, às vezes te bloqueia no MSN e assim vai... Esperando que o amor caia de para-quedas na sala... Sei que o "amor" pode acontecer no "acaso", mas sei também que ele é "trabalho", "construção"... Mas parece que todo mundo está com uma preguiça... Quer tudo pronto e perfeito!

Relacionamento é troca. Qualquer um deles. E estou numa tendência curiosa de acreditar mais nas ações do que nas falas porque as pessoas não conseguem ser honestas o suficiente e dizer "olha, não tô afim".

Eu reparo em tudo quando conheço alguém. Da roupa, ao horário. Do horário, a forma como se comporta. Observar também é uma forma de conhecer. Não acredite apenas nas palavras!

Os atos são demostrações claras da intenção da pessoa. E o importante não é analisar cada fato isolado, mas o seu conjunto. Se você marca um encontro e "o cabra" chega atrasado, mal arrumado e quando você fala ele olha o celular ou se afasta de você, acredite: ele não está interessado.

Pessoas interessadas se esforçam para serem notadas. Ficam perto. Querem contato. E mais: se preocupam minimamente com o que você irá pensar delas. Pode parecer meio egocêntrico e cafona, mas é assim que todo mundo age! Quando você está interessado não se esforça para chegar na hora? E a roupa, não escolhe a que melhor favorece os seus atributos? Não quer observar a pessoa bem de perto? Então! É isso! Simples assim!

E sabe o que mais? Cansei.

- NEXT!

8 de fev. de 2010

E assim falou Martha Medeiros...

Postado por Priscila |

Ah, Martha Medeiros! É de dar raiva como você diz exatamente o que eu queria dizer! Lendo seus textos tudo parece tão fácil!

Estive pensando muito sobre o que eu li, Martha. Queria me importar menos com as coisas que não dão certo, com os desencontros, com os maus entendidos, com os telefones que acabam a bateria bem na hora do "Alô"... Mas como não me importar??? Está fazendo 38ºC no Rio e eu nessa vida de solteira!

Ah, Martha! Se você soubesse... Pera! Mas o que é isso aqui?


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A IMPONTUALIDADE DO AMOR
(Martha Medeiros)


Você está sozinho. Você e a torcida do Flamengo. Em frente a tevê, devora dois pacotes de Doritos enquanto espera o telefone tocar. Bem que podia ser hoje, bem que podia ser agora, um amor novinho em folha.

Trimmm! É sua mãe, quem mais poderia ser? Amor nenhum faz chamadas por telepatia. Amor não atende com hora marcada. Ele pode chegar antes do esperado e encontrar você numa fase galinha, sem disposição para relacionamentos sérios. Ele passa batido e você nem aí. Ou pode chegar tarde demais e encontrar você desiludido da vida, desconfiado, cheio de olheiras. O amor dá meia-volta, volver. Por que o amor nunca chega na hora certa?

Agora, por exemplo, que você está de banho tomado e camisa jeans. Agora que você está empregado, lavou o carro e está com grana para um cinema. Agora que você pintou o apartamento, ganhou um porta-retrato e começou a gostar de jazz. Agora que você está com o coração às moscas e morrendo de frio.

O amor aparece quando menos se espera e de onde menos se imagina. Você passa uma festa inteira hipnotizado por alguém que nem lhe enxerga, e mal repara em outro alguém que só tem olhos pra você. Ou então fica arrasado porque não foi pra praia no final de semana. Toda a sua turma está lá, azarando-se uns aos outros. Sentindo-se um ET perdido na cidade grande, você busca refúgio numa locadora de vídeo, sem prever que ali mesmo, na locadora, irá encontrar a pessoa que dará sentido a sua vida. O amor é que nem tesourinha de unhas, nunca está onde a gente pensa.

O jeito é direcionar o radar para norte, sul, leste e oeste. Seu amor pode estar no corredor de um supermercado, pode estar impaciente na fila de um banco, pode estar pechinchando numa livraria, pode estar cantarolando sozinho dentro de um carro. Pode estar aqui mesmo, no computador, dando o maior mole. O amor está em todos os lugares, você que não procura direito.

A primeira lição está dada: o amor é onipresente. Agora a segunda: mas é imprevisível. Jamais espere ouvir "eu te amo" num jantar à luz de velas, no dia dos namorados. Ou receber flores logo após a primeira transa. O amor odeia clichês. Você vai ouvir "eu te amo" numa terça-feira, às quatro da tarde, depois de uma discussão, e as flores vão chegar no dia que você tirar carteira de motorista, depois de aprovado no teste de baliza. Idealizar é sofrer. Amar é surpreender.


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Tá bom, Martha! Vou dormir pensando nisso também!

5 de fev. de 2010

As palavras não dizem tudo...

Postado por Priscila |

E mais uma vez um texto de Martha Medeiros chega na hora certa... Quantas perguntas para uma simples resposta!

Esse pacto silêncioso que vem em forma de prece é o meu melhor que se espalha pelo infinito eterno desse universo...

Entrei na sua vida sem você perceber quem eu era. Mas eu te reconheço. E não sei quanto tempo levará para você despertar...

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Sentir-se amado
Martha Medeiros

O cara diz que te ama, então tá. Ele te ama.

Sua mulher diz que te ama, então assunto encerrado.

Você sabe que é amado porque lhe disseram isso, as três palavrinhas mágicas. Mas saber-se amado é uma coisa, sentir-se amado é outra, uma diferença de milhas, um espaço enorme para a angústia instalar-se.

A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e verbalização, apesar de não sonharmos com outra coisa: se o cara beija, transa e diz que me ama, tenha a santa paciência, vou querer que ele faça pacto de sangue também?

Pactos. Acho que é isso. Não de sangue nem de nada que se possa ver e tocar. É um pacto silencioso que tem a força de manter as coisas enraizadas, um pacto de eternidade, mesmo que o destino um dia venha a dividir o caminho dos dois.

Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida, que zela pela sua felicidade, que se preocupa quando as coisas não estão dando certo, que sugere caminhos para melhorar, que coloca-se a postos para ouvir suas dúvidas e que dá uma sacudida em você, caso você esteja delirando. "Não seja tão severa consigo mesma, relaxe um pouco. Vou te trazer um cálice de vinho".

Sentir-se amado é ver que ela lembra de coisas que você contou dois anos atrás, é vê-la tentar reconciliar você com seu pai, é ver como ela fica triste quando você está triste e como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade em copo d´água. "Lembra que quando eu passei por isso você disse que eu estava dramatizando? Então, chegou sua vez de simplificar as coisas. Vem aqui, tira este sapato."

Sentem-se amados aqueles que perdoam um ao outro e que não transformam a mágoa em munição na hora da discussão. Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente bem-vindo, que se sente inteiro. Sente-se amado aquele que tem sua solidão respeitada, aquele que sabe que não existe assunto proibido, que tudo pode ser dito e compreendido. Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é, sem inventar um personagem para a relação, pois personagem nenhum se sustenta muito tempo. Sente-se amado quem não ofega, mas suspira; quem não levanta a voz, mas fala; quem não concorda, mas escuta.

Agora sente-se e escute: eu te amo não diz tudo.

2 de fev. de 2010

De uma forma inesperada...

Postado por Priscila |

Unusual Way*
Maury Yeston

In a very unusual way one time I needed you.
In a very unusual way you were my friend.
Maybe it lasted a day, maybe it lasted an hour.
But, somehow it will never end.

In a very unusual way I think I'm in love with you.
In a very unusual way I want to cry.
Something inside me goes week,
Something inside me surrenders.
And you're the reason why,
You're the reason why

You don't know what you do to me,
You don't have a clue.
You can't tell what its like to be me looking at you.
It scares me so, that I can hardly speak.

In a very unusual way, I owe what I am to you.
Though at times it appears I won't stay, I never go.
Special to me in my life,
Since the first day that I met you.
How could I ever forget you,
Once you had touched my soul?

In a very unusual way,
You've made me whole.

(*) Música cantada por Nicole Kidman no filme musical "NINE", de Rob Marshall.