Hoje senti a distância do oceano.
Sinto-te como um membro dormente.
Algo está acontecendo.
Algo que não compreendo.
O que houve? O que houve?
Sinto-te isolado.
Calado. Calado. Calado.
Jogo um sinal para os céus e ele não retorna.
Não te sinto mais, meu irmão siamês...
E o cordão, rompeu?
Rompeu?
Resta-me curar esse buraco deixado pelo corte.
Resta-me transformá-lo em umbigo.
Não sinto dor.
Sinto desencando.
O desencanto de uma estrela que cai.
Acabei de escrever um postal pra você,
Isso e só porque sinto saudades de...
Segue um beijo.
Mande notícias.
Como tá frio!
Aqui já faz sol.
Vejo as flores.
Leio Kundera.
Respiro Clarice.
Bebo Bordeaux.
Essa valsinha eu fiz pra dizer:
Ai, que saudades de...
Você diz Marco,
Eu grito Polo.
Pra que Deleuze?
Responda em Drummond!
Viagem, Beirut,
Cores de Kahlo,
Acaso do Acaso,
Valsa os postais.
Mando um "p.s." só pra saber:
Ai, que saudades de...
Você.
15 de out. de 2009
Momento revolta: dando um breque no Vinicius.
Postado por
Priscila
|
Marcadores:
resmungo
De desalento... de desencanto...
Fecha o meu livro, se por agora
Não tens motivo nenhum de pranto.
Meu verso é sangue. Volúpia ardente...
Tristeza esparsa... remorso vão...
Dói-me nas veias. Amargo e quente,
Cai, gota a gota, do coração.
E nestes versos de angústia rouca
Assim dos lábios a vida corre,
deixando um acre sabor na boca.
- Eu faço versos como quem morre.
_________________________________
p.s. Hoje está doendo. Doendo tanto, que só Bandeira entenderia.
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Este blog é um esforço lúdico para (re)elaborar a experiência amorosa. O amor na música, na memória, no cinema, na literatura, ou no "acaso".
É aqui que eu planto o meu silêncio e vejo brotar arte.
É aqui que eu me reinvento e abro espaço para o novo chegar.
Futures amores, sejam bem-vindos!
Leia o Manifesto.
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