"Diante do incontrolável, eu me Kahlo. E imprimo cores fortes para ludibriar a minha fragilidade".
Amar não é algo mágico. É construção, é escolha. Precisamos estar abertos, atentos e dispostos.
Além disso, por mais que queiramos amar, precisamos ser sinceros com o nosso "eu" mais profundo: Não é qualquer um que está disposto a embarcar nessa viagem conosco.
Amar é a construção de uma parceria. É rever regras, e estar disposto a conhecer uma nova parte de si que será revelada no contato com o "outro". Essa é a graça dos encontros.
Mas nem todos estão preparados para isso... Nem todos querem isso.
Escolher amar é se expor. E por mais que a escolha seja individual, há sempre a outra parte. E nunca saberemos o que sairá de lá... É o incontrolável. E diante do incontrolável devemos calcular se a nossa entrega é bem-vinda. Se não for, é melhor repensar as escolhas.
Seja sincero com você.

Queridos Futuros Amores,
Recebam este blog como um beijo. Não sei por onde vocês andam, o que fazem e quando iremos nos encontrar (se é que já não nos encontramos!), mas quero fazer deste lugar um diário, um ensaio, um local de reflexão sobre aquilo que eu vivo, sobre aquilo que eu sinto, sobre aquilo que compõe o meu melhor (e o meu pior também!).
Não sei como vocês irão me encontrar. Não sei se estarei bem ou mal, jovem ou idosa, atenta ou desligada. O fato é que eu quero encontrar vocês, porque a vida é feita disso: encontros.
Não haverá mapa para essa trajetória. Tudo será arquitetado pelo acaso (ou não!). Mas o que importa? O importante é que vocês cheguem! De uma vez, aos pouquinhos, entre indas e vindas, mas cheguem!
Não haverá o peso dos amores passados. Eles viraram lembranças açucaradas. Dedico, com toda a gratidão, o meu aprendizado a eles, mas hoje eu abro as minhas portas para os meus futuros amores! Com licença!
Futuros amores, termino este manifesto com o coração cheio. E cheio de algo que me faz melhor. Estarei vivendo, e vivendo muito, quando vocês chegarem! Não precisa bater, é só entrar!
Direito de resposta tardia
Por tempos podemos acreditar que os outros nos enxergam melhor do que a nós mesmos, mas isso não é verdade. O ponto de vista deles é apenas um dos pontos de vistas e há sempre muitas camadas de significados, razões e contextos aos quais o outro não conseguem enxergar e por isso não podem (nem tem o direito) de nos definir.
"Ame-se."
É verdade que depois de tanto sofrer, aprendi mais sobre mim. E por isso sou grata. Mas quero dizer uma coisa: você estava errado.
Sempre me senti feliz e abençoada por ser capaz de amar, de oferecer o meu melhor. Mas o fato de saber me doar, não significa que não me ame, que isso seja um ato de fraqueza. Você não foi justo. Talvez porque nunca tenha amado...Ou porque nunca se sentiu amado, de fato. Do contrário, saberia a diferença.
Só hoje percebo que a coisa certa a dizer era: "conhece-te a ti mesmo". Mas eu te perdoo. Você também se conhecia muito pouco e talvez fosse exigir de mais. "Sabe lá, o que é não ter e ter que ter pra dar*"?
*Trecho da música "Esquinas" de Djavan
Sobre o blog
É aqui que eu planto o meu silêncio e vejo brotar arte.
É aqui que eu me reinvento e abro espaço para o novo chegar.
Futures amores, sejam bem-vindos!
Leia o Manifesto.
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