Coisas só para raposas
"– Por favor, cativa-me! disse ela.
- Eu até gostaria – disse o principezinho – mas eu não tenho
muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a
conhecer.
– A gente só conhece bem as coisas que cativou – disse a raposa."
Hoje sonhei com uma mão amiga. Recebi um abraço bom de saudade. Lembro que passei horas perguntando o que havia se passado e a mão amiga dizia que se recuperava de uma doença. Chorei ao ver a resignação em seus olhos... Senti a dor de seu corpo físico... A mão amiga não lamentava, apesar de por vezes olhar para o céu se perguntando: "o que será de mim?" Era a voz do medo.
Abracei aquela dor em prece, pedindo a Deus que não desamparasse aquele coração...
Senti compaixão.
Somos capazes de atos grandiosos. Mas ainda temos medo da dor, medo da morte, medo da doença, medo da perda, medo do desconhecido.
MEDO...
Foi graças a uma visita ao dentista que percebi que existia uma diferença imensa entre medo e dor. O medo é o desequilíbrio que transforma a dor em algo insuportável.
O medo é um alerta importante para evitarmos alguns problemas, mas um "alerta" não bloqueia, nem acaba com os problemas...
Integridade vem do latim integritate, significa a qualidade de alguém ou algo ser íntegro, de conduta reta, pessoa de honra, ética, educada, brioso, cuja natureza de ação nos dá uma imagem de inocência, pureza ou castidade. O que é íntegro, é justo e perfeito, é puro de alma e de espírito. (Wikipédia)
Os problemas fazem parte da vida. Eles nunca irão acabar. São como ondas. Ou a gente fura ou a gente leva caixote. Talvez por isso nunca tenha me sentido bem entrando no mar. Não consigo me sentir em paz no meio das ondas. Mergulho porque me refresca e tendo a sair rápido da água.
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| Imagem do livro "Onda", de Suzy Lee. Fonte: Blog da Cosac Naify |
Costumava ouvir a seguinte frase de uma pessoa insensata: "o que não tem remédio, remediado está."
Não me sinto tranquila para dizer essa frase...
Uma núvem de pensamento...
Ao longo de toda a minha existência a vida foi muito generosa comigo. Mesmo nos momentos difíceis não fiquei desamparada.
Obrigada, Deus!
Ainda me dói não receber o afeto de quem amo. Ainda incomoda não encontrar a reciprocidade...
No entanto, Deus é tão bom! Coloca no meu caminho pessoas gentis que compartilham comigo o que têm, não importa se é muito,ou se é pouco. Elas se doam pela alegria de doar.
Se me sinto solitária, um amigo distante aparece.
Se me sinto triste, uma palavra de quem menos espero me recobra a razão.
Se preciso de afago, dúzias de abraços calorosos me esperando ali, onde não conseguia enxergar.
Deus é bom.
Não recebi o carinho de quem eu gostaria,
Não tive o amor de quem amava,
Não fui respeitada da mesma maneira,
Mas Deus, na sua infinita sabedoria, não me desamparou. Colocou no meu caminho pessoas que me ofereceram aquilo que eu precisava quando as pessoas que eu amava não puderam.
Amor Verdadeiro
"Meus filhos, foram 55 bons anos... Ninguém pode falar do amor verdadeiro se não tem idéia do que é compartilhar a vida com alguém por tanto tempo."
Fez uma pausa, enxugou as lágrimas e continuou:
"Ela e eu estivemos juntos em muitas crises. Mudei de emprego, renovamos toda a mobília quando vendemos a casa e mudamos de cidade. Compartilhamos a alegria de ver nossos filhos concluírem a faculdade, choramos um ao lado do outro quando entes queridos partiam. Oramos juntos na sala de espera de alguns hospitais, nos apoiamos na hora da dor, trocamos abraços em cada Natal, e perdoamos nossos erros... Filhos, agora ela se foi e estou contente. E vocês sabem por que? Porque ela se foi antes de mim e não teve que viver a agonia e a dor de me enterrar, de ficar só depois da minha partida.
Sou eu que vou passar por essa situação, e agradeço a Deus por isso. Eu a amo tanto que não gostaria que sofresse assim..."
Quando meu pai terminou de falar, meus irmãos e eu estávamos com os rostos cobertos de lágrimas. Nós o abraçamos e ele nos consolava, dizendo:
"Está tudo bem, meus filhos, podemos ir para casa. Este foi um bom dia."
Naquele dia entendi o que é o verdadeiro amor. Está muito além do romantismo, e não tem muito a ver com o erotismo, mas se vincula ao trabalho e ao cuidado a que se professam duas pessoas realmente comprometidas.
O verdadeiro amor se revela nos pequenos gestos, no dia-a-dia e por todos os dias.
O verdadeiro amor não é egoísta, não é presunçoso, nem alimenta o desejo de posse sobre a pessoa amada.
Quem ama, verdadeiramente, prefere sofrer a causar sofrimento. Prefere renunciar à própria felicidade para promover a felicidade de quem ama.
Alguns dirão que quem age assim não tem amor próprio, mas amor próprio, não quer dizer individualismo.
O que geralmente acontece com o individualista, em caso de separação pela morte, é debruçar-se sobre o caixão e perguntar: O que será de mim?
Já aquele que ama e se preocupa com o ser amado, perguntará: O que será dele? Ou, ou que será dela?
Isso demonstra que seu amor é grande o suficiente para pensar mais no outro do que em si mesmo.
E você, está aproveitando o seu casamento para construir um verdadeiro amor?
Redação do Momento Espírita
Fonte: http://www.mensagemespirita.com.br/mensagem-em-audio/96/amor-verdadeiro
... Você pode acabar com um "galo" na cabeça.
***
P.S.
Ha-Ha-Ha! Já descobri quem são eles! É o grupo de Teatro russo Licedei, fundado por nada mais, nada menos que Slava Polunin -- meu palhaço favorito! Tá explicado porque eu gostei tanto! =0)
Arrogância não caracteriza superioridade.
Frieza não é sinônimo de autocontrole.
Indiferença não é sinal de resistência.
Grosseria não é fonte de poder.
Omissão não é o mesmo que paciência.
Ser carinhoso não é fraqueza.
Pedir perdão não é derrota.
Doar-se não é perda de tempo.
Magali,
eu
te escrevi inúmeras cartas longas, mas nunca te entreguei. Limitei as
minhas falas aos pequenos cartões festivos, as dedicatórias de livros e
aos guardanapos de restaurante.
Eu
nunca te ofertei uma palavra dos meus escritos mais íntimos, das minhas
denúcias mais dolorosas, dos meus sonhos mais puros... Na verdade, não sei
se essa será mais uma das minhas cartas que você nunca lerá.
Eu
te escrevia, mas tudo era tão melancólico que não valia a pena te enviar.
Você nunca entendeu o meu silêncio. E eu não te culpo. É que até para
explicar é difícil. Então, serei objetivo: escrever dói. Nem sempre foi
assim. Não sei onde me perdi, mas escrever dói. Dói como reumatismo. Dói
como dor de ouvido. Dói como dor de barriga em hora imprópria. Dói. Mas, só consigo aliviar essa dor enfrentando-a. Por isso continuo escrevendo.
Certa
vez, por um milímetro de coragem, li para você um dos meus escritos. Disse que era de um autor desconhecido. Você soltou um
"hum..." tão sincero, tão longe do agrado, que achei melhor parar por
ali.
Talvez você fosse mais caridosa se soubesse quem era o autor. Ou talvez não.
Talvez eu devesse ser mais perseverante e te escrever mais uma vez... Mas...
Ah, Magali! O que estas cartas te acrescentariam?
Como cego no escuro,
Pedro
Pedro, meu amor!
Só hoje vi, amarfanhado em meio as suas coisas, uma pilha de epístolas que você nunca me permitiu conhecer... Pena que tenha levado tanto tempo. Amei você profundamente sem imaginar o tamanho da sua angústia! Não sabia o quanto se sentia só. Não fui capaz de reconhecer os seus sinais... Como eu teria te amado ainda mais se tivesse lido todas essas cartas!
Pedro, meu amado, me dói imaginar que sentia falta de mim, mesmo estando ao meu lado... Que sentia sede de troca, e não acreditava que poderia beber nas águas de minha compreensão. Não me lembro do dia em que, desavisada, resmunguei monossilábica a sua tentativa de aproximação... Oh, meu amor! Não foi por mal. Por que não brigou comigo? Por que não chamou a minha atenção? Por que não fez, pelo menos, cara de insatisfeito para que eu soubesse o quanto esse gesto estúpido te feriu? Infelizmente, não tive a oportunidade de me retratar.
Desde que achei as suas cartas, leio uma por dia, antes de dormir, para que eu te ame mais...
Pedro, você me faz uma falta enorme e, onde quer que esteja, quero que saiba que nenhuma das suas cartas foram escritas em vão.
Com amor,
Magali
Em seu auxílio
Conserve a própria fé, por tal modo, que você não possa se afligir, excessivamente, em nenhuma dificuldade.
Guarde otimismo, com tamanha elevação que os contratem-pos da vida não lhe venham a ferir.
Habitue-se à tolerância com tanta fidelidade, que consiga se ver sempre na posição da pessoa menos simpática, evitando ressentimento ou a censura.
Cultive o amor ao próximo, com tanto empenho que você não consiga fixar-se em qualquer aversão.
Creia na influência e na vitória do bem, com tanta convicção, que não possa prender-se a qualquer idéia do mal.
Sustente a própria compreensão, de tal maneira que não dis-ponha de meios para ver inimigos e sim amigos e instrutores, em toda parte.
Resguarde-se no trabalho, com tanta dedicação ao bem, que não conte com qualquer ensejo de atrapalhar aos outros.
Faça o melhor que puder, em qualquer situação, com tamanho devotamento à felicidade alheia que não sofra arrependimento ou remorso, em tempos de crise.
Atenda à harmonia, aonde estiver, com tanta pontualidade que não encontre motivos para perder a própria segurança.
Consagre-se a descobrir o "lado bom" das criaturas e das si-tuações, com tanta pertinácia, que não ache oportunidade de criticar a ninguém.
Se fizermos isso, estejamos certos de que assim venceremos.
Fonte: Resposta da vida
Sobre o blog
É aqui que eu planto o meu silêncio e vejo brotar arte.
É aqui que eu me reinvento e abro espaço para o novo chegar.
Futures amores, sejam bem-vindos!
Leia o Manifesto.
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