Essa imagem me é familiar...
22 de dez. de 2012
Uma núvem de pensamento...
Postado por
Priscila
|
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Fragmentos de um discurso amoroso
Ao longo de toda a minha existência a vida foi muito generosa comigo. Mesmo nos momentos difíceis não fiquei desamparada.
Obrigada, Deus!
Ainda me dói não receber o afeto de quem amo. Ainda incomoda não encontrar a reciprocidade...
No entanto, Deus é tão bom! Coloca no meu caminho pessoas gentis que compartilham comigo o que têm, não importa se é muito,ou se é pouco. Elas se doam pela alegria de doar.
Se me sinto solitária, um amigo distante aparece.
Se me sinto triste, uma palavra de quem menos espero me recobra a razão.
Se preciso de afago, dúzias de abraços calorosos me esperando ali, onde não conseguia enxergar.
Deus é bom.
Não recebi o carinho de quem eu gostaria,
Não tive o amor de quem amava,
Não fui respeitada da mesma maneira,
Mas Deus, na sua infinita sabedoria, não me desamparou. Colocou no meu caminho pessoas que me ofereceram aquilo que eu precisava quando as pessoas que eu amava não puderam.
***
Cristificação pelo
Amor
É certo que gostarias de ser amado,
recebendo a afetividade de outrem em demonstrações de carinho conforme as
necessidades que acreditas te afligirem.
Talvez fosse melhor que te chegassem
ao sentimento as expressões retributivas do amor que asparzes, diminuindo-te as
carências íntimas, acalmando-te as ansiedades, alegrando-te.
O problema, porém, é geral. Não há
indivíduo algum que se encontre refeito na Terra, nessa área.
Quem recebe amor de determinadas
pessoas, aspira pelo afeto de outras, que não aquelas que se lhe acercam.
Tens o pensamento dirigido para alguém
que, possivelmente, não te corresponde, assim como outrem te anela, sem que
sintas algo de especial por ele.
Se as pessoas se correspondessem na
faixa de ternura; se os corações se manifestassem na mesma onda de sentimento;
se os afetos se exteriorizassem na mesma vibração de trocas, a Terra já seria o
paraíso desejado.
Há, no entanto, infinidade de graus,
nos quais se manifestam as emoções. Ninguém, todavia, que viaje a sós.
Possivelmente, não te associas com a
pessoa de quem gostas, ou não recebes a companhia do se amado. Todavia, se
espraiares o olhar de bondade compreensiva, identificarás companhias outras
agradáveis, que se encontravam solitárias, porque anelavam por ti e não
logravam aproximar-se.
São os aparentemente inexplicáveis
paradoxos da existência corporal, cujas causas se encontram na conduta passada,
quando de outras reencarnações.
Ama, desse modo, sem te impores, sem
exigires retribuição.
Experimenta querer bem, pelo prazer
pessoal de fazê-lo, e descobrirás um filão de ouro atraente que te propiciará
uma grande fortuna, em forma de paz e de satisfação pessoal. O melhor do amor,
é amar, e não somente ser amado.
A preparação de uma viagem, não raro,
é sempre mais agradável do que esta em si mesma, ou a sua chegada, que, às
vezes, causa frustração e desencanto.
As chamadas "pessoas
maravilhosas", por quem te apaixonas, assim o são, porque as desconheces.
Todos os homens têm problemas, limitações, defeitos, necessidades.
O insucesso das uniões conjugais, na
maioria dos casos, resulta da precipitação na escolha, da imaturidade na busca,
do apego às ilusões e da afetividade por ídolos de pés de barro que se
despedaçam facilmente.
Enobrece-te com o amor, irradiando-o
em forma de simpatia, de gentileza, de serviço pelo próximo, de abnegação.
Não há quem resista à força do amor
sem interesse imediato, sem aprisionamento. Ama, portanto, libertando.
Cristifica-te através do amor. Talvez,
para consegui-lo, seja-te necessário crucificares-te nas traves da renúncia e
da sublimação. Todavia, somente por meio da crucificação é que alguém se pode
cristificar.
E o amor, sem dúvida, ainda é o mais suave,
perfeito e eficaz instrumento para consegui-lo.
Divaldo P. Franco
(médium) e Joanna de Angelis (espírito). IN: Momentos de Coragem.
Amor Verdadeiro
Um famoso professor se encontrou com um grupo de jovens que falava contra o casamento. Argumentavam que o que mantém um casal é o romantismo e que é preferível acabar com a relação quando este se apaga, em vez de se submeter à triste monotonia do matrimônio. O mestre disse que respeitava sua opinião mas lhes contou a seguinte história:
Meus pais viveram 55 anos casados. Numa manhã minha mãe descia as escadas para preparar o café e sofreu um infarto. Meu pai correu até ela, levantou-a como pôde e quase se arrastando a levou até à caminhonete. Dirigiu a toda velocidade até o hospital, mas quando chegou, infelizmente ela já estava morta. Durante o velório, meu pai não falou. Ficava o tempo todo olhando para o nada. Quase não chorou. Eu e meus irmãos tentamos, em vão, quebrar a nostalgia recordando momentos engraçados. Na hora do sepultamento, papai, já mais calmo, passou a mão sobre o caixão e falou com sentida emoção:
"Meus filhos, foram 55 bons anos... Ninguém pode falar do amor verdadeiro se não tem idéia do que é compartilhar a vida com alguém por tanto tempo."
"Meus filhos, foram 55 bons anos... Ninguém pode falar do amor verdadeiro se não tem idéia do que é compartilhar a vida com alguém por tanto tempo."
Fez uma pausa, enxugou as lágrimas e continuou:
"Ela e eu estivemos juntos em muitas crises. Mudei de emprego, renovamos toda a mobília quando vendemos a casa e mudamos de cidade. Compartilhamos a alegria de ver nossos filhos concluírem a faculdade, choramos um ao lado do outro quando entes queridos partiam. Oramos juntos na sala de espera de alguns hospitais, nos apoiamos na hora da dor, trocamos abraços em cada Natal, e perdoamos nossos erros... Filhos, agora ela se foi e estou contente. E vocês sabem por que? Porque ela se foi antes de mim e não teve que viver a agonia e a dor de me enterrar, de ficar só depois da minha partida.
Sou eu que vou passar por essa situação, e agradeço a Deus por isso. Eu a amo tanto que não gostaria que sofresse assim..."
Quando meu pai terminou de falar, meus irmãos e eu estávamos com os rostos cobertos de lágrimas. Nós o abraçamos e ele nos consolava, dizendo:
"Está tudo bem, meus filhos, podemos ir para casa. Este foi um bom dia."
E, por fim, o professor concluiu:
Naquele dia entendi o que é o verdadeiro amor. Está muito além do romantismo, e não tem muito a ver com o erotismo, mas se vincula ao trabalho e ao cuidado a que se professam duas pessoas realmente comprometidas.
Quando o mestre terminou de falar, os jovens universitários não puderam argumentar pois esse tipo de amor era algo que não conheciam.
* * *
O verdadeiro amor se revela nos pequenos gestos, no dia-a-dia e por todos os dias.
O verdadeiro amor não é egoísta, não é presunçoso, nem alimenta o desejo de posse sobre a pessoa amada.
Quem ama, verdadeiramente, prefere sofrer a causar sofrimento. Prefere renunciar à própria felicidade para promover a felicidade de quem ama.
Alguns dirão que quem age assim não tem amor próprio, mas amor próprio, não quer dizer individualismo.
O que geralmente acontece com o individualista, em caso de separação pela morte, é debruçar-se sobre o caixão e perguntar: O que será de mim?
Já aquele que ama e se preocupa com o ser amado, perguntará: O que será dele? Ou, ou que será dela?
Isso demonstra que seu amor é grande o suficiente para pensar mais no outro do que em si mesmo.
E você, está aproveitando o seu casamento para construir um verdadeiro amor?
Redação do Momento Espírita
Fonte: http://www.mensagemespirita.com.br/mensagem-em-audio/96/amor-verdadeiro
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Sobre o blog
Este blog é um esforço lúdico para (re)elaborar a experiência amorosa. O amor na música, na memória, no cinema, na literatura, ou no "acaso".
É aqui que eu planto o meu silêncio e vejo brotar arte.
É aqui que eu me reinvento e abro espaço para o novo chegar.
Futures amores, sejam bem-vindos!
Leia o Manifesto.
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