... Você pode acabar com um "galo" na cabeça.
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P.S.
Ha-Ha-Ha! Já descobri quem são eles! É o grupo de Teatro russo Licedei, fundado por nada mais, nada menos que Slava Polunin -- meu palhaço favorito! Tá explicado porque eu gostei tanto! =0)
Arrogância não caracteriza superioridade.
Frieza não é sinônimo de autocontrole.
Indiferença não é sinal de resistência.
Grosseria não é fonte de poder.
Omissão não é o mesmo que paciência.
Ser carinhoso não é fraqueza.
Pedir perdão não é derrota.
Doar-se não é perda de tempo.
Magali,
eu
te escrevi inúmeras cartas longas, mas nunca te entreguei. Limitei as
minhas falas aos pequenos cartões festivos, as dedicatórias de livros e
aos guardanapos de restaurante.
Eu
nunca te ofertei uma palavra dos meus escritos mais íntimos, das minhas
denúcias mais dolorosas, dos meus sonhos mais puros... Na verdade, não sei
se essa será mais uma das minhas cartas que você nunca lerá.
Eu
te escrevia, mas tudo era tão melancólico que não valia a pena te enviar.
Você nunca entendeu o meu silêncio. E eu não te culpo. É que até para
explicar é difícil. Então, serei objetivo: escrever dói. Nem sempre foi
assim. Não sei onde me perdi, mas escrever dói. Dói como reumatismo. Dói
como dor de ouvido. Dói como dor de barriga em hora imprópria. Dói. Mas, só consigo aliviar essa dor enfrentando-a. Por isso continuo escrevendo.
Certa
vez, por um milímetro de coragem, li para você um dos meus escritos. Disse que era de um autor desconhecido. Você soltou um
"hum..." tão sincero, tão longe do agrado, que achei melhor parar por
ali.
Talvez você fosse mais caridosa se soubesse quem era o autor. Ou talvez não.
Talvez eu devesse ser mais perseverante e te escrever mais uma vez... Mas...
Ah, Magali! O que estas cartas te acrescentariam?
Como cego no escuro,
Pedro
Conserve a própria fé, por tal modo, que você não possa se afligir, excessivamente, em nenhuma dificuldade.
Guarde otimismo, com tamanha elevação que os contratem-pos da vida não lhe venham a ferir.
Habitue-se à tolerância com tanta fidelidade, que consiga se ver sempre na posição da pessoa menos simpática, evitando ressentimento ou a censura.
Cultive o amor ao próximo, com tanto empenho que você não consiga fixar-se em qualquer aversão.
Creia na influência e na vitória do bem, com tanta convicção, que não possa prender-se a qualquer idéia do mal.
Sustente a própria compreensão, de tal maneira que não dis-ponha de meios para ver inimigos e sim amigos e instrutores, em toda parte.
Resguarde-se no trabalho, com tanta dedicação ao bem, que não conte com qualquer ensejo de atrapalhar aos outros.
Faça o melhor que puder, em qualquer situação, com tamanho devotamento à felicidade alheia que não sofra arrependimento ou remorso, em tempos de crise.
Atenda à harmonia, aonde estiver, com tanta pontualidade que não encontre motivos para perder a própria segurança.
Consagre-se a descobrir o "lado bom" das criaturas e das si-tuações, com tanta pertinácia, que não ache oportunidade de criticar a ninguém.
Se fizermos isso, estejamos certos de que assim venceremos.
Fonte: Resposta da vida