Arrogância não caracteriza superioridade.
Frieza não é sinônimo de autocontrole.
Indiferença não é sinal de resistência.
Grosseria não é fonte de poder.
Omissão não é o mesmo que paciência.
Ser carinhoso não é fraqueza.
Pedir perdão não é derrota.
Doar-se não é perda de tempo.
Magali,
eu
te escrevi inúmeras cartas longas, mas nunca te entreguei. Limitei as
minhas falas aos pequenos cartões festivos, as dedicatórias de livros e
aos guardanapos de restaurante.
Eu
nunca te ofertei uma palavra dos meus escritos mais íntimos, das minhas
denúcias mais dolorosas, dos meus sonhos mais puros... Na verdade, não sei
se essa será mais uma das minhas cartas que você nunca lerá.
Eu
te escrevia, mas tudo era tão melancólico que não valia a pena te enviar.
Você nunca entendeu o meu silêncio. E eu não te culpo. É que até para
explicar é difícil. Então, serei objetivo: escrever dói. Nem sempre foi
assim. Não sei onde me perdi, mas escrever dói. Dói como reumatismo. Dói
como dor de ouvido. Dói como dor de barriga em hora imprópria. Dói. Mas, só consigo aliviar essa dor enfrentando-a. Por isso continuo escrevendo.
Certa
vez, por um milímetro de coragem, li para você um dos meus escritos. Disse que era de um autor desconhecido. Você soltou um
"hum..." tão sincero, tão longe do agrado, que achei melhor parar por
ali.
Talvez você fosse mais caridosa se soubesse quem era o autor. Ou talvez não.
Talvez eu devesse ser mais perseverante e te escrever mais uma vez... Mas...
Ah, Magali! O que estas cartas te acrescentariam?
Como cego no escuro,
Pedro
Pedro, meu amor!
Só hoje vi, amarfanhado em meio as suas coisas, uma pilha de epístolas que você nunca me permitiu conhecer... Pena que tenha levado tanto tempo. Amei você profundamente sem imaginar o tamanho da sua angústia! Não sabia o quanto se sentia só. Não fui capaz de reconhecer os seus sinais... Como eu teria te amado ainda mais se tivesse lido todas essas cartas!
Pedro, meu amado, me dói imaginar que sentia falta de mim, mesmo estando ao meu lado... Que sentia sede de troca, e não acreditava que poderia beber nas águas de minha compreensão. Não me lembro do dia em que, desavisada, resmunguei monossilábica a sua tentativa de aproximação... Oh, meu amor! Não foi por mal. Por que não brigou comigo? Por que não chamou a minha atenção? Por que não fez, pelo menos, cara de insatisfeito para que eu soubesse o quanto esse gesto estúpido te feriu? Infelizmente, não tive a oportunidade de me retratar.
Desde que achei as suas cartas, leio uma por dia, antes de dormir, para que eu te ame mais...
Pedro, você me faz uma falta enorme e, onde quer que esteja, quero que saiba que nenhuma das suas cartas foram escritas em vão.
Com amor,
Magali
Em seu auxílio
Conserve a própria fé, por tal modo, que você não possa se afligir, excessivamente, em nenhuma dificuldade.
Guarde otimismo, com tamanha elevação que os contratem-pos da vida não lhe venham a ferir.
Habitue-se à tolerância com tanta fidelidade, que consiga se ver sempre na posição da pessoa menos simpática, evitando ressentimento ou a censura.
Cultive o amor ao próximo, com tanto empenho que você não consiga fixar-se em qualquer aversão.
Creia na influência e na vitória do bem, com tanta convicção, que não possa prender-se a qualquer idéia do mal.
Sustente a própria compreensão, de tal maneira que não dis-ponha de meios para ver inimigos e sim amigos e instrutores, em toda parte.
Resguarde-se no trabalho, com tanta dedicação ao bem, que não conte com qualquer ensejo de atrapalhar aos outros.
Faça o melhor que puder, em qualquer situação, com tamanho devotamento à felicidade alheia que não sofra arrependimento ou remorso, em tempos de crise.
Atenda à harmonia, aonde estiver, com tanta pontualidade que não encontre motivos para perder a própria segurança.
Consagre-se a descobrir o "lado bom" das criaturas e das si-tuações, com tanta pertinácia, que não ache oportunidade de criticar a ninguém.
Se fizermos isso, estejamos certos de que assim venceremos.
Fonte: Resposta da vida
Tenho sono. Muito sono. Mas te digo: foi bom demais!
Ontem assisti ao espetáculo "Holoclownsto" da Troupp Pas d'argent. Fui com dois jovens, queridos amigos, que -- assim como eu -- são apaixonados por clown. O espetáculo foi uma aula. Eles reconheceram os elementos dessa arte que estudamos juntos: os jogos cênicos (espelho de gestos, ações em câmera lenta, movimentos repetidos), a interação com o público e a improvisação mediante os imprevistos.
Nos deliciamos, mas queríamos mais. Muito mais! Estávamos famintos de clown! Quando acabou, demos um suspiro longo e dissemos: -- Mas já?
Os artistas não apareceram para dar "tchau", nem para receber os aplausos... Talvez por uma escolha estética. Mas, mas... #mimimi! Saímos um pouco desolados, confesso. Somos "carentes" dessa delicadeza...
Voltamos mudos no carro. Depois que digerimos interiormente cada pedacinho que deliciamos, falamos de nossas impressões e estamos planejando voltar para assistirmos ao próximo espetáculo: "A cidade das donzelas".
Conclusão da noite: sou muito mais clown e filósofa do que imaginava... =)
Hoje as minhas mãos estão perfumadas de alegria. Abri a janela e decidi dividir a paisagem com as outras pessoas e, desde então, outras janelas se abriram, outras pessoas passaram a mirar o céu.
Dediquei um tempo para exercitar a delicadeza como um modo de transmutar a dor... Outras pessoas observaram a minha atitude e decidiram experimentar.
O exemplo arrasta... O exemplo inspira... O exemplo ensina... O exemplo transforma.
Faço tudo por amor e por vezes me assusto com o impacto que esses exemplos provocam no coração de cada um...
Eles só olharam os meus pés, mas já começaram lentamente a caminhar.
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| fonte:http://olhares.uol.com.br/pe-de-palhaco-foto3964460.html |
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É aqui que eu planto o meu silêncio e vejo brotar arte.
É aqui que eu me reinvento e abro espaço para o novo chegar.
Futures amores, sejam bem-vindos!
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