FUTUROS AMORES

Um blog sobre amor, arte e acaso.

28 de mai. de 2012

Belo

Postado por Priscila |

...Assim, toda essa luz me banha... O suave toque da brisa percorre minha pele. Fecho os olhos e encontro tudo isso que me inspira...
a ser leve, 
a ser cor,
a ser sorriso,
a ser alma...

A minha beleza é única (e tudo que transformo em belo e bom é a melhor prova).

18 de mai. de 2012

Fiar com...

Postado por Priscila |

 Construindo a confiança

 

Em quantas pessoas você realmente confia? A pergunta soa um tanto ingênua, mas nos faz refletir a respeito das nossas relações nos dias atuais.
Conhecemos um maior número de pessoas com as quais convivemos, os relacionamentos se multiplicam, os contatos sociais são facilitados.
Comunicamo-nos mais facilmente, através de e.mails, sites de relacionamento, telefones móveis.
E, paradoxalmente, nos sentimos cada vez mais sozinhos, mais vazios. Cheios de nomes na agenda telefônica, sem que possamos neles confiar, sem que possamos com eles contar, sem que tenhamos com quem dividir angústias, receios, medos e solidão.
Como escreveu o comediante americano George Carlin, construímos mais computadores para armazenar mais informação, produzir mais cópias do que nunca, mas nos comunicamos cada vez menos.
E, como consequência, temos muitos conhecidos, mas conhecemos muito pouco as pessoas. Daí, nossa dificuldade em encontrar em quem confiar, com quem dividir os pesos que, muitas vezes, trazemos na alma. E gostaríamos de ter com quem compartilhá-los.
Mas, de onde nasce a confiança? Como se constrói a confiança de uns nos outros?
Se analisarmos que confiar pode ser interpretado também como fiar com*, entendemos que a confiança se constrói no exercício contínuo da convivência, do estar junto, do fiar as coisas do dia-a-dia com companheirismo.
Quando nos permitimos a convivência com o próximo, o compartilhar das experiências, o dividir das responsabilidades, que aos poucos irão crescendo, estamos fiando as coisas da vida com os companheiros de jornada.
É natural que a confiança não nasça rápida e indistintamente. É necessário que seja cultivada, que seja vivenciada. Aí está o fiar com alguém.
Aquele que não se permite dividir pequenas tarefas, pequenas responsabilidades com o outro, sempre a desconfiar de alguém, descarta de antemão a possibilidade de construir a confiança mútua.
É verdade que seria insensato confiar sentimentos, informações ou decisões indistintamente, com qualquer pessoa do nosso relacionamento.
Mas o oposto também é um erro.
Sempre haverá aqueles com os quais poderemos começar o exercício da convivência, do compartilhar o pouco, para logo mais a confiança começar a se estabelecer.
Permitamo-nos sair da solidão e do isolamento, mesmo que cercados de uma multidão, para buscar esse ou aquele companheiro, a fim de iniciar o exercício de fiar juntos o sentimento da confiança.
Alguns logo nos mostrarão que não estão dispostos a esse exercício. Outros caminharão apenas um trecho conosco.
Porém, sempre haverá aqueles que aceitarão o convite da construção da amizade e da confiança.
Para chegar até esses, inevitavelmente passaremos por uns e outros. Mas serão sempre o convívio, o conhecimento mútuo e o compartilhar, as ferramentas que melhor nos servirão para a construção da confiança e da amizade.
Pensemos nisso e nos empenhemos nessa elaboração lenta e preciosa da confiança.
Redação do Momento Espírita.
Em 22.10.2010.
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Nota:
* A palavra confiar vem do Latim CONFIDENTIA, “confiança”, de CONFIDERE, “acreditar plenamente, com firmeza”, formada por COM, intensificativo, mais FIDERE, “acreditar, crer”, que deriva de FIDES, “fé”. Fonte: http://origemdapalavra.com.br/pergunta/etimologia-da-palavra-confianca/

11 de mai. de 2012

Entre silêncios

Postado por Priscila |

Hoje eu fiz silêncio. Depois respirei fundo e brinquei de ser atriz.

Eu só queria o silêncio, essa paz muda que me mantém no eixo. Silêncio...

Isso não é mais importante que eu. Não é.



2 de mai. de 2012

Laços invisíveis

Postado por Priscila |

Essa noite corri terrenos pedregosos, mas, ao amanhacer, o cenário mudou.

 Encontrei um amigo que se despedia. Estava bem, iluminado. Pedia que eu levasse um abraço e partiu...

Comecei a caminhar por estradas verdejantes, bem diferentes da madrugada, até chegar a uma casa simples e cheia de flores. Ele estava lá: sentado no banco do jardim, olhando para o chão, com seus olhos tristes e melancólicos. Passei a mão em seus cabelos e disse: -- Ânimo! Venho te trazer um abraço de alguém muito querido que partiu. Ele se aninhou em meus braços como criança e ali ficou por um longo instante. Ele sentia saudade. Tanta saudade, que o seu coração era só lembranças. Não via a luz do sol daquele dia frio e amoroso. Não sentia o perfume das flores, nem o sabor do abençoado alimento. A saudade o paralisou no passado.

Meu abraço era de tamanha grandeza que ultrapassava o meu ser: nunca senti um amor fraternal tão intenso.

Ele acordou do doloroso transe.

"Onde você esteve durante todo aquele tempo?"-- ele perguntou. Como dizer? Nem eu sabia! Não conseguia me lembrar de onde eu os conhecia! Mas, por alguma razão, eramos todos próximos, todos uma família. Sorri apenas e voltei a abraçá-lo.

Coloquei-o para dormir, como as mães fazem com os pequenos. Cantei, bejei sua testa e acordei levando comigo as sensação de ter estado perto de pessoas muito queridas.