FUTUROS AMORES

Um blog sobre amor, arte e acaso.

28 de fev. de 2012

Reprogramando o coração

Postado por Priscila |

Para procurar ajuda você deve, ao menos temporariamente, abandonar a idéia de que consegue lidar com a situação sozinha. Você deve encarar a realidade de que, com o tempo, as coisas ficaram piores em sua vida, não melhores, e perceber que, apesar de seus maiores esforços, você não é capaz de solucionar o problema. Isso significa que você deve reconhecer, de uma vez por todas que o problema é ruim. Infelizmente, a honestidade só vem a algumas  de nós quando a vida nos afeta com tamanho golpe ou tamanha série de golpes, que ficamos caídas no chão, ofegantes. Uma vez que essa situação é passageira, no instante em que nos recuperamos tentamos retomar de onde paramos, sendo fortes, dirigentes, e prosseguindo sozinhas. Não se satisfaça com o alívio temporário. Se você inicia o processo lendo um livro, então, precisa passar para a próxima etapa, que seria contatar alguma fonte de ajuda.
(...)
Procurar ajuda não requer que você esteja disposta a acabar com seu relacionamento atual, se você está em um. Também não é uma exigência a qualquer época, durante o processo de recuperação. A medida que for seguindo essas etapas, de um a dez, o relacionamento cuidará de si próprio. Quando as mulheres vêm se consultar comigo, freqüentemente querem abandonar o relacionamento antes de estarem prontas, o que significa que voltarão ao antigo ou iniciarão um novo, igualmente doentio. Se seguem essas etapas, a perspectiva de permanecerem ou abandonarem se modifica. Estar com ele para de ser o problema, e deixá-lo para de ser a solução. Em vez disso, o relacionamento torna-se uma das muitas considerações que devem ser feitas no quadro geral de como vivem suas vidas.
(...)
Se você seguir as etapas, garanto que o relacionamento irá melhorar ou acabar. Ele e você não se manterão os mesmos.
(...)
Fazer da própria recuperação a prioridade principal significa que você está disposta a seguir aquelas etapas necessárias para se ajudar, não importa o que seja exigido. Aqui, a fórmula mágica é que, embora todo o seu trabalho e esforços não consigam modificar o homem, você consegue, com a mesma liberação de energia, modificar-se. Dessa forma, use sua força onde ela fará algum bem — na sua vida!***



1. Procure ajuda.

2. Faça da própria recuperação a prioridade principal na vida.

3. Encontre um grupo de apoio formado por semelhantes que a compreendam.

4. Desenvolva a espiritualidade através da prática diária
(Desenvolver a espiritualidade, não importa qual seja sua educação religiosa, significa basicamente
abandonar o auto-arbítrio, a determinação de fazer as coisas acontecerem da forma que acredita que deveriam acontecer)

5. Pare de dirigi-lo e de controlá-lo.
(Não está sob sua responsabilidade resolver o problema do outro)

6. Aprenda a não se envolver em jogos.
(Pare de ajudar, de tentar culpar, de se fazer vítima . Evite a brigar. Converse honestamente, de preferência quando houver serenidade).

7. Enfrente corajosamente os próprios problemas e os próprios defeitos.

8. Cultive em você quaisquer necessidades a serem desenvolvidas.

9. Torne-se "egoísta".

10. Partilhe com outras pessoas o que você experimentou e aprendeu.

(Robin Norwood)

"(...) mulheres que amam demais provêm de famílias em que foram muito solitárias e isoladas, rejeitadas ou sobrecarregadas de responsabilidades desproporcionais, e que, dessa forma, tornaram-se superatenciosas e auto-sacrificantes; ou foram submetidas a um caos perigoso, de forma que desenvolveram uma compulsão de controlar as pessoas ao redor e as situações em que se encontravam. É natural que uma mulher que precise dar atenção ou controlar ou ambas as coisas, será capaz de fazê-las apenas com um parceiro que ao menos permita esse tipo de comportamento. Inevitavelmente, ela se envolverá com um homem irresponsável em ao menos alguns campos importantes da vida dele, porque precisa claramente da ajuda, da atenção e do controle dela. Então, inicia-se sua luta para tentar modificá-lo através da força e da persuasão de seu amor.

É nesse ponto inicial que a insalubridade posterior do relacionamento pode ser pressagiada, conforme ela começa a negar a situação real. Lembre-se, a negação é um processo inconsciente, espontâneo, que ocorre automaticamente. Seu sonho de como o relacionamento poderia ser, e seu esforço para atingir esse fim, deturpa sua percepção de como ele
é. Toda decepção, todo fracasso e toda traição no relacionamento são ou ingorados ou racionalizados. "Não é tão ruim assim." "Você não compreende como ele é realmente." "Ele não teve a intenção." "Não é culpa dele." Essas são apenas algumas das frases-suporte que a mulher que ama demais usa nesse estágio do processo doentio para defender o parceiro e o relacionamento. (...) Se estar com ele não é bom, ela tenta consertá-lo ou consertar-se para que seja bom.

Ela não procura recompensa emocional em outro lugar. Está ocupada demais tentando fazer o relacionamento dar certo entre eles. Ela está certa de que, se conseguir fazê-lo feliz, ele a tratará melhor, e então ela ficará feliz também. Com os esforços para agradar, ela torna-se a protetora zelosa do bem-estar dele. Cada vez que ele se desaponta, ela toma essa reação como seu fracasso e sente-se culpada (pela infelicidade dele, que ela não é capaz de melhorar, pelas inadequações dele, que ela não é capaz de retificar). Mas, talvez mais que tudo, sinta-se culpada por ser ela mesma infeliz. Sua negação diz a ela que não há nada realmente errado com ele, de forma que o erro deve ser todo dela.

No desespero, que ela julga estar fundamentado em problemas triviais e reclamações mesquinhas, começa a ter uma necessidade louca de conversar com o parceiro sobre aquilo. Ocorrem longas discussões (se ele conversa com ela), mas os problemas verdadeiros não são normalmente tratados. Se ele bebe demais, a negação não deixa que ela reconheça o fato, e suplica que ele fale por que está tão infeliz, supondo que a bebedeira não seja importante, mas a felicidade dele certamente sim. Se ele é infiel, ela pergunta o motivo de não ser mulher suficiente para ele, aceitando a situação como sua falha, não dele. E assim por diante. As coisas vão piorando. Mas pelo fato de o parceiro temer que ela se torne desmotivada e se afaste dele, e pelo fato de precisar do apoio dela (emocional, financeiro, social ou prático), ele lhe diz que está errada, que está imaginando coisas, que ele a ama e que a situação deles está melhorando, mas que ela é negativa demais para preencher aquilo. E ela acredita nele, porque precisa demais acreditar. Aceita o que ele fala, que está exagerando os problemas e que se torna distante da realidade. Ele tornou-se o termômetro, o radar dela, seu medidor emocional. E ela o consulta constantemente. Todos os seus sentimentos são gerados pelo comportamento dele. Ao mesmo tempo em que dá a ele o poder de balançá-la e oscilá-la emocionalmente, causa interferência entre ele e o mundo. Ela tenta fazê-lo parecer melhor do que é e fazê-los parecer, como um casal, mais felizes do que são. " (Robin Norwood)

26 de fev. de 2012

Distorções: quando amar é sofrer...

Postado por Priscila |

"Você deve escutar sua voz interior, levando em conta o que é bom e o que é certo para você, e então obedecê-la. É assim que você desenvolve um egoismo saudável, escutando os próprios palpites. Até agora você provavelmente tem sido quase uma vidente, captando palpite de outras pessoas sobre como se comportar. Descarte esses palpites ou eles continuaram a sufocar os seus."
(Robin Norwood)

24 de fev. de 2012

Pela metade...

Postado por Priscila |

Em tempos de crises e recessões, existe uma economia sentimental que segue uma tendência curiosa. Vejamos alguns exemplos:



[Caso 1]

—Nossa, como é bom te ver! Passa o número do seu telefone para a gente se falar?



Nesse instante o tempo congela, a pessoa pensa duas vezes antes de passar o telefone, mas ao mesmo tempo, na solidão do seu quarto reclama a falta de ligações.



[Caso 2]

“Caro amigo, tenho saudades de você. Enviei alguns e-mails, mas você nunca mais me respondeu. Agora que te achei, poderia me mandar novamente seu endereço eletrônico?”



A pessoa em questão encaminha o e-mail “plano B”. Ou seja, aquele que dificilmente acessa, ou que deixa de “stand by” para manter a privacidade...



Ah, a privacidade! Que palavra curiosa! Refletindo a partir de alguns exemplos entendi que, hoje, “privacidade” é aquele espaço em que ninguém, além do próprio, deve entrar, pois é um local para exercício do egoísmo individualista. Também reconheci outras ideias ligadas ao termo, tais como a “meia verdade”, ou a famosa omissão, que quando questionadas são rapidamente rebatidas com o termo “invasão de privacidade”.



Talvez eu seja ingênua, pois entendia privacidade como aquele local de silêncio onde nos recolhemos para meditar, e não para nos esconder.



Eu sei, eu sei... Estamos na sociedade do espetáculo e nunca houve tantas “exibições” como hoje... Mas não estou falando disso... O que eu me refiro é aquele espaço de troca e não da relação espectador-espetáculo.



Enquanto isso, eu reconheço rostos, mas não sei quem são...