FUTUROS AMORES

Um blog sobre amor, arte e acaso.

24 de fev. de 2012

Para quem tem olhos de ver...

Postado por Priscila |

Um texto delicado que vale a pena ler!



***

Um olhar de ternura
Artur da Távola - 01 de julho de 2006


Chego no boteco, a macharia está lá. Supondo vir a ser compreendido e admirado, todo pimpão, apresso-me em proclamar:

1- Sabem qual foi o lance mais bonito da Copa?
2- Qual? Qual? Já sei, aquele gol do Argentino de fora da área...
1- Nada disso: tem sido o olhar de ternura do William Bonner para a mulher nas despedidas do Jornal Nacional.

Levo logo uma vaia. Ninguém me compreendeu. Até de piegas me chamaram, em gozação. Calo-me, então, a ponto de os demais depois até repararem. Invento, então, um compromisso e saio antes do fim do papo. A pensar:

Já sei o que os incomodou: a palavra ternura. O mundo anda precisado de ternura e as pessoas têm medo de demonstrar sentimentos. Mas isso é uma bobagem. Ternura ninguém manifesta sem sentir. É necessário que venha de dentro. É o mais leal dos sentimentos. Ternura não se manifesta: sente-se.

Um marido distante quilômetros e um tempão longe da mulher que ama, vê-la na madrugada e no frio a trabalhar com afinco, mesmo sendo discreto e polido como o Bonner, sabe que ela é mãe de seus trigêmeos e dia desses até se preocupou em dizer que lá estava frio como a significar: “Vê lá se vai pegar uma gripe. Amanhã venha mais agasalhada.” D’outra feita, havia uma festa dos brasileiros entrando pela madrugada no Hotel e ela encerrava a sua reportagem do lado de fora. Discreto como sempre, ele quase perguntou: “Você vai à festa? (Ou vai dormir, deve ter pensado e calou?) “Nada de festa, ouviu Madame?” Também esta frase não pronunciou. Mas sentiu o ciuminho e o transmitiu subjetivamente.

Posso pensar que nós cronistas vemos coisas que os demais não percebem e até desdenham e por vezes eu sei que vivemos nos demais as emoções que estão a pulular dentro de nós. Pode ser. Há tanta artificialidade na televisão que aquilo poderia ser combinado. E concluo: poderia ser, porém não é! O rapaz não é ator. Quando a casa deles foi invadida por bandidos, todos ameaçados, ele foi valente defensor da família. Arriscou a vida. Do lado de lá (Alemanha) a Fátima é ainda mais encabulada, e parece uma menina a disfarçar ao receber uma cantada. Mesmo do marido.

Ora, conclui o velho cronista: receber diante de 60 ou 70 milhões de brasileiros uma declaração de amor através do olhar terno e saudoso do marido é a glória para qualquer uma. Sinal de merecimento. Fico com a minha conclusão: os meus amigos de boteco deram-me um fora errado. Piegas uma ova: poeta.

Salve o olhar de ternura de um homem por sua mulher, a saudade verdadeira e o cuidado com ela. É sinal de esperança, de amor e de vida.

23 de fev. de 2012

História de um Pão

Postado por Priscila |

Quando Barsabás, o tirano, demandou o reino da morte, buscou debalde reintegrar-se no grande palácio que lhe servira de residênca.

A viúva, alegando infinita mágoa, desfizera-se da moradia, vendendo-lhe os adornos.

Viu ele, então, baixelas e candelabros, telas e jarrões, tapetes e perfumes, jóias e relíquias, sob o martelo do leiloeiro, enquanto os filhos querelavam no tribunal, disputando a melhor parte da herança.

Ninguém lhe lembrava o nome, desde que não fosse para reclamar o ouro e a prata que doara a mordomos distintos. E porque na memória de semelhantes amigos ele não passava, agora, de sombra, tentou o interesse afetivo de companheiros outros da infância...

Todavia, entre eles encontrou simplesmente a recordação dos próprios atos de malquerença e de usura.

Barsabás, entregou-se as lágrimas de tal modo, que a sombra lhe embargou, por fim, a visão, arrojando-o nas trevas.

Vagueou por muito tempo no nevoeiro, entre vozes acusadoras, até que um dia aprendeu a pedir na oração, e, como se a rogativa lhe servisse de bússola, embora caminhasse às escuras, eis que, de súbito, se lhe extingue a cegueira e ele vê, diante de seus passos, um santuário sublime, faiscante de luzes.

Milhões de estrelas e pétalas fulgurantes povoavam-no em todas as direções.

Barsabás, sem perceber, alcançara a Casa das Preces de Louvor, nas faixas inferiores do firmamento.

Não obstante deslumbrado, chorou, impulsivo, ante o Ministro espiritual que velava no pórtico.

Após ouvi-lo, generoso, o funcionário angélico falou sereno:

Barsabás, cada fragmento luminoso que contemplas é uma prece de gratidão que subiu da Terra.

Ai de mim soluçou o desventurado  eu jamais fiz o bem...

Em verdade prosseguiu a informante , trazes contigo, em grandes sinais, a pranto e o sangue dos doentes e das viúvas, dos velhinhos e órfãos indefesos que despojaste, nos teus dias de invigilância e de crueldade; entretanto, tens aqui, em teu crédito, uma oração de louvor...

E apontou-lhe acanhada estrela, que brilhava a feição de pequenino disco solar.

Há trinta e dois anos - disse, ainda, o instrutor , deste um pão a uma criança e essa criança te agradeceu, em prece ao Senhor da Vida.

Chorando de alegria e consultando velhas lembranças, Barsabás perguntou:

Jonakim, o enjeitado?

Sim, ele mesmo confirmou a missionário divino. Segue a claridade do pão que deste, um dia, por amor, e livrar-te-ás, em definitivo, do sofrimento nas trevas.


 Barsabás acompanhou o tênue raio do tênue fulgor que se desprendia daquela gota estelar, mas, em vez de elevar-se as Alturas, encontrou-se numa carpintaria humilde da própria Terra.
Um homem calejado aí refletia, manobrando a enxó em pesado lenho...

Era Jonakim, aos quarenta de idade.

Como se estivessem as dois identificados no doce fio de luz, Barsabás abraçou-se a ele, qual viajante abatido, de volta ao calor do lar... (...)

Decorrido um ano, Jonakim, o carpinteiro, ostentava, sorridente, nos braços, mais um filhinho, cujos louros cabelos emolduravam belos olhos azuis.

 Com a benção de um pão dado a um menino triste, por espírito de amor puro, conquistara Barsabás, nas Leis Eternas, o prêmio de renascer para redimir-se.



Espírito Irmão X
por Francisco Cândido Xavier
Da obra: O Espírito da Verdade.

22 de fev. de 2012

Lendo o dia

Postado por Priscila |

Flor do Ártico

Hoje li nos jornais a história de uma flor que esperou 32 mil anos para florescer. A semente ficou congelada numa antiga toca de esquilo durante todo esse tempo...  Sabe lá o que é esperar 32 mil anos para germinar e florescer?

***

 A história de um pão

Todas as vezes que ouço "a história de um pão" do irmão X, eu fico reflexiva... Como um pão, dado sem boa vontade para uma pobre criança, pode salvar a alma de um homem poderoso? Eis o milagre da vida...
O verdadeiro ato de caridade liga o benfeitor ao beneficiado através dos laços do amor...

21 de fev. de 2012

Só de mim

Postado por Priscila |




Esse é um daqueles vídeos que você assiste e sente o olho enchendo d'água como se fosse um aquário...

***

Tu não sabes quem eu sou, mas eu sei quem tu és... e só preciso de um minuto da tua atenção.


Quero dizer-te que espero que saibas a sorte que tens. O quanto eu gostaria de estar na tua pele. Poder estar na mesma cama que ela todas as manhãs. Ajudá-la a acordar da má disposição matinal.


Espero que saibas que ela só vai falar contigo depois de lavar os dentes. Não é por mal... é por medo de perder o encanto aos teus olhos. Que a consideres um ser humano comum.
Espero que saibas que ela gosta de aproveitar cada raio de sol, e que o café a deixa mal disposta.


Que escolhe a roupa que vai vestir na noite anterior, só para poder ter mais cinco minutos de sono pela manhã. Que o despertador toca cinquenta vezes até que se levante, e que mesmo assim, consegue chegar a horas.


Quero também que saibas que adora histórias do fantástico. Mas não de terror! Que é capaz de saber o nome de todas as personagens de um livro antigo, mas que não se vai esforçar para decorar à primeira os nomes de todos os teus amigos...
Porque ela... ela é que sabe de si.


Tu nunca serás uma sorte para ela. Sorte é poderes tê-la na tua vida.
Sabes?
Ela não é romântica por natureza, mas uma demonstração espontânea da tua parte vai fazê-la fraquejar. Porque ela é segura e doce ao mesmo tempo.


Ela não sabe cozinhar, mas vai esforçar-se para fazer o teu prato preferido. E se estiver mau, vai rir-se do falhanço, em vez de corar.


E quando ela ri... eu tenho vontade de chorar. Não de tristeza, mas porque cada gargalhada é uma nota musical que toca ao coração e faz querer dançar.


Espero que pares de fazer o que gostas e que por vezes tenhas tempo para ouvir sobre o seu dia e sobre cada pequena conquista. Que atures os seus devaneios artísticos e o tempo que perde a colorir livros infantis quando quer ter tempo para si.


Quero que saibas que eu gostava de estar desse lado, a aturar o seu mau humor e a vê-lo mudar depois do primeiro copo de vinho.
Queria poder apreciar as suas unhas que estão mais tempo de verniz estalado que de verniz perfeito... mas que cada forma de vermelho tem uma história que ela construiu com as próprias mãos.


Gostava de me ter apaixonado por ela no primeiro dia que a vi, e não no segundo. Porque cada dia com ela é a certeza de que somos amados. Porque ela é sedução e alegria num só. Porque consegue o que quer com o poder do sorriso e a força do olhar. Seria um tolo se não soubesse que tem olhos castanhos e que adora a cor verde.
Quero que saibas que ela é tudo o que quero e nunca soube que tive.


Aprende que a arritmia que sentes com ela é normal! E que a falta dela é um vazio igual à morte.
Espero que sejas tudo o que eu nunca fui.
Espero que a trates bem.
Porque se lhe partires o coração vais perdê-la para sempre.
Pudesse eu ter lido o futuro...

(Texto de Ana Luisa Bairos e Joana Pacheco. Produção: Diffuse Studios)

***

Inspirado no texto de Chris King Wong
(chriskingwong.tumblr.com)
THE EMOTIVE

I don't know you.
And I don't want to.
But I have something I'd like to say.
I hope you took a five-minute break from playing call of duty today just to tell her how much you love her.
I hope you picked up the least rotten flowers at the gas station that you work at just to surprise her for a change.
I hope that when she pours her heart out to you you're not just nodding your head and saying uhhuh.
I hope that you're everything I couldn't be.
I hope you see that even stumbling she has more grace and elegance than a boy like you could ever hope to comprehend.
I hope you treat her right.
I hope you know that she's always loved it when you bite her bottom lip.
The stupid say a girl is made in her hips but the truth is in her eyes.
I hope you know they're green.
I hope you know that she's not a morning person, drinks her coffee black, speaks art like her first language and took sailing lessons just to see the other two-thirds of the world.
She robbed every bar in the city with just her smile.
I don't claim to be an expert.
But I'd be a fool not to know that she squeezes her toothpaste from the bottom because she's always planning ahead.
She doesn't smoke or drink because she'd rather read in bed.
And I'd give anything if I could just be her man instead.
I hope you know that.
I hope you know that her favorite color is white.
She's captivated by firework light.
And you will nerve have an unnecessary fight because she
She is as patient as a flower in winter.
And when she springs
I hope you're ready.
Because she can set your soul on fire with just a touch.
Now this may be a bit much for you to manage.
But I guess those are the struggles of having the personality of a cabbage.
So let me break it down for you.
I thought I was having a heart attack the day I first saw her.
My heart was as rhythmic as a child banging on pots and pans.
Because she
She is dynamic.
Love at first sight is an understatement.
No, to me
She is all five senses.
Ground and blended, she is more potent than the most copious amounts of caffeine.
She will keep me up for days.
And I spend those nights thinking about how she came into my life, took my hand, drew me close and whispered something in my ear that I'll never forget.
She said
I love you.
I love you for the words you give me the strength to say and
The songs you give me the audacity to play.
I love you for the way you send my heart aflutter.
The way that no other can possibly make me feel because you
You make me want to dance.
And so I took that chance.
I leapt in as uncertain as I was about my dreams.
Only knowing that this
This was real.
So when I tell you that I hope you know what you're doing
I sincerely mean it.
Because I hope you know that if you play with her heart
You'll lose her.
I hope you know
Because I wish
I wish that I had.