FUTUROS AMORES

Um blog sobre amor, arte e acaso.

31 de dez de 2011

Pensamento para 2012

Postado por Priscila |

"Teus parentes, amigos, são as almas que atraístes, com tua própria afinidade. Portanto, teu destino está constantemente sob teu controle. Tu escolhes, recolhes, eleges, atrais, buscas, expulsas, modificas
tudo aquilo que te rodeia a existência" Emmanuel (Chico Xavier)

26 de dez de 2011

Eva, o problema não está na maçã...

Postado por Priscila |

-- O que é que tem, Adão? É só uma mordidinha...


Nesse domingo (25/12/2011) tive a oportunidade de assistir ao programa da Marília Gabriela na GNT. Ela entrevistou o psicanalista Moises Groisman que falava sobre o perdão... No mesmo instante, lembrei do meu post "Homens, vocês não são macacos" porque o psicanalista preencheu uma angústia conceitual e filosófica minha: O que é traição?

Olhar para a "bunda" de mulher que passa é traição?
Não manter contato físico, mas sair para tomar um café com alguém que você deseja é traição?
Usar a internet para "flertar" com outras pessoas é traição, mesmo que não chegue as vias de fato?

 Segundo o que captei da entrevista, traição é quando o acordo estabelecido entre o casal é quebrado "secretamente" por uma das partes, deixando o(a) companheiro(a) excluindo (a).


Nesse sentindo, existiriam vários tipos de traição: traição afetiva, sexual, financeira... E todas as situações hipotéticas acima podem, sim, serem consideradas traição.

Mas porque as pessoas, homens e mulheres, traem?

 O psicanalista colocou que a traição é um sintoma de que as coisas não estão bem na relação... E que a traição é composta de duas parcelas de culpa: 50% é daquele que trai e 50% é daquele que é traído. Não há pobres coitados numa relação.

Se um parceiro (ou parceira) deseja outro(a) é porque, provavelmente, o parceiro atual não é – aos olhos dele – digno de desejo. E cabe ao traído se perguntar: porque não consigo me fazer digno desse desejo? Nem sempre isso está relacionado à beleza física. A pessoa pode não ser bonita, mas pode jogar com o charme, com a roupa, com o jeito de andar, de se insinuar. Fazer-se interessante é importante numa relação.

Por outro lado, o fato do (a) parceiro (a) não deter as “qualidades desejadas” pelo(a) cônjuge não justifica, nem o (a) isenta, da sua parcela de culpa na traição. Buscar na "rua" o que não se tem em casa também é tolice. É retirar de si a responsabilidade pela melhoria do relacionamento. Dizer simplesmente: “ah, o erro é dele (ou dela)” não é suficiente. Você não deve fechar os olhos, mas batalhar para que se ache um ponto de equilíbrio satisfatório para as duas partes. Se isso não for possível, é mais digno sair da relação. E sair da relação por inteiro. Se está ruim, pare de reclamar e faça algo. A traição só mascara e agrava o problema inicial: a sua relação com o seu (ou sua) parceiro(a).

Somos seres “desejantes”. Desejamos o desejo de desejar o tempo todo. O problema é quando achamos que a felicidade está no ato de realizar desejos. E não é. A meu ver, a felicidade é um estado de espírito independente do que se tem ou se deixou de ter. A felicidade se manifesta na forma como vivenciamos cada momento e por isso não é eterna. Ela precisa ser renovada constantemente. Um relacionamento, por exemplo, é cheio de altos e baixos. O casal que consegue reconhecer isso e vivenciar de forma consciente essas fases tende a ser mais feliz porque trabalham juntos para manter firme o “contrato”.

Nesse sentido é importantíssima a busca pelo autoconhecimento. Por que o invés de estabelecer a traição, a pessoa não se pergunta primeiro: o que está se passando em mim para eu querer tal coisa?

Porque quero olhar todo homem/mulher que passa?
Porque quero conversar com fulano/fulana que me atrai, apesar de não pretender dormir com ela?
Porque quero passar horas na internet buscando, olhando e as vezes até flertando com perfis de homens/mulheres, se não ambiciono levar isso para o "mundo real"?
O que estou buscando???

Talvez a resposta seja mais simples do que a pessoa pensa, e uma vez resolvida a charada fica mais fácil solucionar a crise.


Talvez tudo o que você queira é que sua (ou seu) parceira(o) se vista melhor para você admirá-lo (la).
Talvez tudo o que você mais sonha é poder compartilhar ideias com sua parceira (ou seu parceiro).
Talvez tudo o que você mais queira é sair da rotina e sentir-se estimulado. Você só não sabe como.

Por que algumas pessoas preferem não pensar sobre suas escolhas e entregam-se ao “instinto” pura e simplesmente?
Porque isso oculta a nossa responsabilidade sobre os atos... Alguém culpa alguém de sentir fome e desejar comer? Alguém tem culpa por ter sono e desejar dormir? Não, porque é fisiológico. Mas alguém que é diabético, tem fome e escolhe comer doce, é responsável, sim, pelo mal estar que o seu ato gera. A responsabilidade não é da diabetes. A responsabilidade é de quem escolheu o que comer.

E como sobreviver a uma traição? Bem, isso é uma outra questão que dá pano pra manga e que eu prefiro deixar para um próximo post. Ainda estou digerindo essa primeira parte... Loading...

P.S.: caso as coisas estejam muito difíceis na relação, ao invés de trair procure um terapeuta...

25 de dez de 2011

Desencanto em imagem

Postado por Priscila |

"Pequeno desencanto", Priscila A. - grafite e aquarela sobre papel Canson

24 de dez de 2011

As mulheres erram...

Postado por Priscila |

“Onde o amor impera, não há desejo de poder;
e onde o poder predomina, há falta de amor.
Um é a sombra do outro.” 
Carl Gustav Jung


Pobres homens!

Às vezes queremos nos vingar de séculos de dominação em um único homem, quando deveríamos simplesmente amar e reconhecer que uma relação baseada no exercício de poder nunca terá futuro.

Às vezes queremos destruir seus "falos" para provar que merecemos respeito, quando deveríamos nos silênciar e simplesmente nos afastar -- dando a nós mesmas o respeito e a paz que merecemos.
Se não somos capazes de fazer isso dentro de nós, não adianta buscar "fora".

Às vezes queremos trair para dar o troco e acabamos nos tornando aquilo que detestávamos. Ame-se. Respeite-se.

Às vezes somos tão orgulhosas quanto vocês, queridos homens. Por que não aprendemos juntos a neutralizar o orgulho?

Nós erramos. Todos nós, homens e mulheres. E todos, no fundo, estão cansados desse jogo. Estamos famitos de amor e sedentos de carinho. Queremos desesperadamente amar e sermos amadas... Mas ainda não somos capazes de entender que precisamos jogar as armas fora...

Que possamos entender que o amor não é um jogo, nem um campo de batalha, nem um altar. O amor somos nós mesmos, a nossa natureza mais íntima.
"Brincar" com esse tipo de coisa é como dar um tiro no próprio pé simplesmente para mostrar ao "outro" o quão valente e poderoso se é...