FUTUROS AMORES

Um blog sobre amor, arte e acaso.

27 de jun de 2011

Soundtrack for rainy days

Postado por Priscila |


Esse espaço, esse vão, nunca estará completo.
É o oco que reverbera os meus pensamentos e retorna a mim mesma.
Não há amálgama, nem ponte, nem preenchimento divino que torne isso um todo indivisível.
Relembrar a lição -- e mais uma vez saber-se sozinha.
Ou melhor: reconhecer que existe apenas eu e o que se passa dentro de mim.
O resto nuca estará aqui.


24 de jun de 2011

Obrigado por me amar

Postado por Priscila |

Postado por Priscila |

"A história negligencia quase todas essas particularidades, e não poderia fazer de outro modo; a infinidade dos detalhes a sufocaria. Contudo, esses pormenores, erradamente chamados de pequenos -- não existem pequenos fatos na história, como existem pequenas folhas na vegetação -- são úteis. As feições dos anos é que compõem a fisionomia dos séculos" (HUGO, Victor, livro terceiro - Fantine, In: Os Miseráveis, São Paulo:Cosacnaify, 2002, p.129)


Quisera eu poder negligenciar os pequenos detalhes! É bem verdade que os detalhes sufocam e tornam-se quase insustentáveis, insuportáveis. Há quem veja nos pequenos detalhes a pista para os grandes fatos: bons ou ruins. Esses detalhes são como abelhas no ouvindo. É apenas um zunido, ou um prelúdio de uma ferroada?

21 de jun de 2011

Auto revolução

Postado por Priscila |

Cadê os meus sapatos mágicos???

Agora -- nesse exato momento -- quero ficar assim, quietinha. Não quero sair de casa.

Quero ficar pensando. Ensimesmada em "não-sei-o-quê".
Quero ler Os Miseráveis e chorar ao ver a minha miséria refletida em Jean Valjean.
Quero comer meu ovo de páscoa -- que ainda está na geladeira -- sem culpa.
Quero ter um pouco mais de grana para conhecer o Chile -- e a Turquia, e Praga, e Paris, e Londres.
Quero -- do fundo do meu coração -- olhar para mim e me sentir bem apesar de não saber o que quero para a minha vida (não sei se vou morar sozinha, se compro uma bicicleta, se tomo uma coca-cola ou se faço um doutorado).
Quero me olhar no espelho e reconhecer as minhas primeiras rugas como coisas boas.
Quero ver meus amigos, principalmente aqueles que me fazem ter boas ideias, mas estão longe. Quero, então, pelo menos, ter tempo e dinheiro para visitá-los!
Quero reencontrar a alegria de fazer algo pelos outros. Não quero fazer nada por obrigação, ou no módulo automático, mas por amor.


Eu quero auto revolução, já! Mas antes, um momento de reflexão antes de começar a caminhada pela estrada de ouro...