FUTUROS AMORES

Um blog sobre amor, arte e acaso.

13 de mai de 2011

A diferença entre confiança e arrogância

Postado por Priscila |
11 de mai de 2011

Bú!

Postado por Priscila |

Quem tem medo de fantasmas?

5 de mai de 2011

Café, Choro e Chopp

Postado por Priscila |

Depois do último ponto,
Depois da última página,
Parece que chegamos ao fim.
Parece.



(Numa cafeteria qualquer de Niterói...)

- Gente, preciso de um analista.
- Eu queria fazer análise também. Não que eu precise. Só mesmo pela experiência.
- Nem me fale em análise, amigas! Meu marido já fugiu pra casa da mãe com a minha filha pra não ter que aguentar a pressão. (risos)

- Tá sentindo um vazio?
- Nossa, todo mundo que encontrei tá nessa. Eu ainda não cheguei lá.
- Tô. É estranhérrimo.

- Tô com muita vontade de chorar!
- [...]
- Então, chora amore!

- [...]
- Chora não! vamos para um bar beber porque esse negócio de café tá deixando todo mundo deprê.
-  É isso mesmo! Vamos lá, queridona!

(Num bar qualquer do Rio de Janeiro...)

- [...]
- E aí, já sabe o que vai fazer da vida após o mestrado?
- [...]

- Não faço a mínima ideia. Não sei nem pra onde ir, pra ser sincera. Tô pensando em voltar pra História. Mas quero um outro lugar, uma outra coisa, o desconhecido... Hoje vi um livro que talvez seja o começo do meu novo projeto. Talvez... Chama-se "A beleza salvará o mundo", do Todorov. Adoro Todorov. Consigo ler ele na praia de tão bom. Sua obra sempre me atravessa... Lendo as primeiras páginas comecei a pensar que meu próximo projeto tem que ser um estudo sobre a "felicidade" - a morte do projeto de vida, a construção das relações episódicas, o consumo e o prazer. Não consigo fazer um trabalho que não seja existencialista. Eu sou assim. Ainda não sei como vou começar isso, mas é daí que eu quero partir...
- Mas cê sabe que pra Academia isso é artigo de perfumaria, né?
-[...]

- Sei, mas eu acho isso uma tremenda falta de senso. As pessoas refletem pouco sobre suas vidas, seu papel no mundo. O que não dá, amiga, é renunciar ao que eu gostaria de pesquisar para me enquadrar num modelinho acadêmico canalha. Eu sou o que eu acredito. Não consigo ser menos.
- Te entendo perfeitamente e, sinceramente, acho que tem muita gente frustrada no mundo porque entregou os sonhos, os valores, pra receber em troca um status.
- Pois é. Não vê a história do X.? Vai sair do cargo da pós porque tá de saco cheio das cobranças quantitativas que matam a qualidade! Esse modelo acadêmico atual é uma burrice!

- Particularmente fiquei chocada com a históra da inexistência de verba para eventos. Imagina, o cara cobra a participação em congressos e etc, mas não paga nada? Sai tudo do seu bolso? Isso é pagar para trabalhar!
- (...)
- (...)

- E sabe o que é pior? Tem gente que acha que a maior recompensa desse sistema é o status! O sujeito fica todo endividado, não convive com os filhos, tem uma relação neurótica com a esposa, não tem tempo nem de ir ao dentista cuidar do dente que tá doendo, mas parece que tudo isso é compensado pelo fato de ser "acadêmico". Gente, que mundo é esse?
- [...]
- [...]

- Só consigo lembrar do prof. Y. que era amigo de um intelectual brilhante da área de Sociologia  e que morreu com um tumor no cérebro. O cara usou todo o tempo de vida estudando, produzindo, depois, com a doença, perdeu a memória. E pior: ficou sozinho. Eu, sinceramente, não quero "casar" com a Academia. Eu quero "o caminho do meio", como diria Buda.
- Tens razão.
- Cara, é uma m... ! A gente fica num mato sem cachorro...

- [...]
- [...]
- Gente, preciso fumar um cigarrinho.

- Eu quero chorar.
- Então chora. E a gente fuma e bebe chopp pra esquecer...
- Mais dois chopes, por favor!

2 de mai de 2011

Conquistas secretas de um ego enfeitiçado.

Postado por Priscila |

Era fim de uma bela tarde de verão e tudo que ela mais sonhava era repousar no coração do seu amado. Coitada! Tão ingênua! Tão crente do belo e do bom!

Um elogio aqui, um risinho acolá e ela pensava com o seu coração apertado: "- É apenas um gesto de delicadeza". Não, não era. Era o ego. O ego querendo provar-se capaz de abrir mais sorrisos, de corar, e de provocar a esperança na mais descrente das almas.

Depois da quinta vez, ela viu o quão tudo aquilo era medonho. Teria confundido as artemanhas egóicas com afeto? Pegou o seu melhor pensamento, passou o seu melhor perfume e deixo-o.

Seu coração não estava mais ali e ele nem se quer notou sua partida. Estava viciado demais nos clichês das conquistas secretas. Não demorou muito e o corpo dela também partiu. Mas ele também nem notou.

E ela? Ela... Ela seguiu em frente, livre e plena do seu caminho.
E ele? Ele... Ele permanceu enfeitiçado pelo próprio ego...