Certa noite, quando estava sozinha em casa, faltou luz.
- Oh, Céus! E agora?
Pensei quietinha com medo do além me responder. Catei um fósforo, uma vela e segundos depois: - fiat lux!
Tentei esboçar uma carta, no escuro mesmo, mas a vela trêmula me impedia o ato de delicadeza.
Parei de escrever e passei admirar a vela se consumindo.
Para dentro!
Para dentro!
Assim a vela chorava e sumia...
Para dentro!
Para dentro!
Até ela desaparecer.
Fiquei no escuro. A luz não voltou.
Continuei só. Agora, era eu e o meu palito de fósforos queimado.