FUTUROS AMORES

Um blog sobre amor, arte e acaso.

27 de jan de 2010

A farsa do "deixa fluir..."

Postado por Priscila |

Deixar fluir, é deixar caminhar... Mas é um pouco óbvio que o fluxo só existe se houver movimento.

Eu disse "óbvio"? Não, não é nada óbvio...

Deixar fluir para alguns é não ir nem para frente, nem para trás. É esperar cair do céu um milagre. É dizer "deixa as coisas acontecerem!", como se tudo fosse construído por "geração espontânea".

Parar, pensar, meditar é importante. Mas desconfie quando a ação, as escolhas e as decisões forem sempre adiadas por essa desculpa. Ou é, ou não é. E todo mundo sabe a resposta, mesmo dizendo que "não".


O erro das pessoas é achar que "não tomar uma decisão" é uma forma de não sofrer consequências. Enganam-se! Porque "a não escolha" também é uma forma de escolha. Mediocre, mas é.

25 de jan de 2010

Expectativa e sua (in)definição.

Postado por Priscila |

Hoje abri o meu coração e achei o seguinte verbete dentro dele...


Expectativa. Sf. "esperança fundada em supostos direitos, probabilidades ou promessas".


Palavra perfeita para o meu dia. Pena que nem tudo é como esperamos...


p.s. Tem dias que tudo o que eu quero é um dia frio, uma xícara de café e assistir "O fabuloso destino de Amélie Poulain" pela 1.000.000.000 vez.

24 de jan de 2010

O casamento.

Postado por Priscila |

Não me lembro quando foi a última vez que me vesti para um casamento. Separei meu vestido,arrumei o cabelo, peguei minha bolsa e saí. Meu coração dava pulos ansiosos, como se fosse eu a noiva.

Minha tia estava linda. Vestido branco longo (que eu ajudei a escolher), flor no cabelo e um sorriso de felicidade sublime, que só a maturidade oferece.

Ao contrário do que normalmente acontece, o casamento dela não foi um rito de passagem - ninguém ali estava deixando a vida de solteiro para ingressar na vida conjugal. Ela já vivia maritalmente há 18 anos, mas só agora a oficialização do casamento foi desejada.

Foi bonito ver os noivos. Aquele momento era a consagração festiva de anos de um relacionamento bem construído. Era a celebração do amor em tempos de delicadeza.

13 de jan de 2010

Se...

Postado por Priscila |

Num dia quente de verão, uma lista corrida e cheia de exigências foi redescoberta no fundo de um coração:

Se ele fosse inteligente...
Se ele não fumasse...
Se ele fosse charmoso...
Se ele tivesse mais atitude...
Se ele fosse menos galinha...
Se ele não fosse tão metódico...
Se ele bebesse menos cerveja...
Se ele não tivesse uma tatuagem no pescoço...
Se ele fosse bem humorado...
Se ele fosse menos neurótico...
Se ele não morasse em outro país...

Era tanto "se" que não cabia mais nada ali. E, ao mesmo tempo, era tudo tão vazio.

Era hora de substituir o "se". Era hora de arrumar aquele lugar. Abrir-se para os desafios do inesperado, do diferente, da aceitação do outro como de fato é.

É hora de jogar fora os romances cheios de príncipes e princesas. É hora de aceitar e viver no presente. É hora de construir relacionamentos reais, mas nem por isso menos delicados e sublimes.

A couraça do "se" é um muro que impede o contato real. É o que dificulta o encontro de si no outro. É o que nos torna cada vez mais sozinhos.

Para amar e ser amado, busque viver sem o "se".