FUTUROS AMORES

Um blog sobre amor, arte e acaso.

15 de out de 2009

Desencanto (Manuel Bandeira)

Postado por Priscila |


Eu faço versos como quem chora
De desalento... de desencanto...
Fecha o meu livro, se por agora
Não tens motivo nenhum de pranto.

Meu verso é sangue. Volúpia ardente...
Tristeza esparsa... remorso vão...
Dói-me nas veias. Amargo e quente,
Cai, gota a gota, do coração.

E nestes versos de angústia rouca
Assim dos lábios a vida corre,
deixando um acre sabor na boca.

- Eu faço versos como quem morre.

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p.s. Hoje está doendo. Doendo tanto, que só Bandeira entenderia.

11 de out de 2009

Um oceano na boca.

Postado por Priscila |

Quando eu era criança, minha mãe costumava contar a história dos três irmãos chineses que tinham poderes mágicos. O desenrolar era trágico: tinha morte, condenação e fuga, mas ainda sim era a minha favorita.

Tudo começava quando um dos irmãos chineses colocava o oceano na boca para que um príncipe mimado pudesse ver o que havia no fundo do mar. Essa imagem nunca me saiu da mente.

Um oceano dentro da boca...

E tem dias que me sinto assim.

6 de out de 2009

Hoje eu tô má!

Postado por Priscila |

Apesar de...

Apesar de...

Apesar de...

Maldita Clarice! (Desculpa, não foi um insulto pessoal!)

Tô cansada.
Não dá prá levantar todos os dias acreditando que o sol vai estar lá.
Não dá prá confiar na previsão do tempo.
Não tenho certificado de garantia desse treco, Clarice! Você me entende?

A verdade, minha cara, é que: "Poesia é o C#$%¨&"!

Entendeu por que não adianta usar saia, perfume francês e colar de pérolas, Clarice?
Vai na calça jeans e no tênis mesmo! O quê? Tá ruim? Sorry, mas é assim que eu vou sair!

Hoje eu tô má, muito má! E sem poesia nenhuma! Poesia é o C#$%¨&!

13 de set de 2009

Waiting for the song...

Postado por Priscila |

Esperar. Não sei conviver com esse verbo. Tudo parecia calmo, tranquilo, sem nenhuma esperança ou expectativa. Tudo fluía até que... Até que ouvi. Mas ouvi o quê?

Não era música, mas vibrava.
Não era música, mas fazia barulho.
Era como o badalar dos sinos.
E tinha ritmo: o meu coração descompassado.

Dias colhendo boas conversas...
Descobri um "schlümpfe" no meio das nossas memórias de infância.
Cantei o desejo de Ariel de viver num mundo cheio de ar.

Rimos.
Brincamos.
Falamos de amores.
Te daria todos os camarões do mundo só pelo prazer de ter mais noites perfeitas como estas.

Você vai partir sem eu ter sentido o calor do seu abraço.
Mas você foi justo, honesto e leal.
E eu te admiro ainda mais.

Eu ainda estou ouvindo. E por um breve instante duvidei: seria música? Sim, poderia ser, mas a canção estava tocando na hora errada...

E tudo volta ao começo. And I'm still waiting for the song...