FUTUROS AMORES

Um blog sobre amor, arte e acaso.

2 de mai de 2012

Laços invisíveis

Postado por Priscila |

Essa noite corri terrenos pedregosos, mas, ao amanhacer, o cenário mudou.

 Encontrei um amigo que se despedia. Estava bem, iluminado. Pedia que eu levasse um abraço e partiu...

Comecei a caminhar por estradas verdejantes, bem diferentes da madrugada, até chegar a uma casa simples e cheia de flores. Ele estava lá: sentado no banco do jardim, olhando para o chão, com seus olhos tristes e melancólicos. Passei a mão em seus cabelos e disse: -- Ânimo! Venho te trazer um abraço de alguém muito querido que partiu. Ele se aninhou em meus braços como criança e ali ficou por um longo instante. Ele sentia saudade. Tanta saudade, que o seu coração era só lembranças. Não via a luz do sol daquele dia frio e amoroso. Não sentia o perfume das flores, nem o sabor do abençoado alimento. A saudade o paralisou no passado.

Meu abraço era de tamanha grandeza que ultrapassava o meu ser: nunca senti um amor fraternal tão intenso.

Ele acordou do doloroso transe.

"Onde você esteve durante todo aquele tempo?"-- ele perguntou. Como dizer? Nem eu sabia! Não conseguia me lembrar de onde eu os conhecia! Mas, por alguma razão, eramos todos próximos, todos uma família. Sorri apenas e voltei a abraçá-lo.

Coloquei-o para dormir, como as mães fazem com os pequenos. Cantei, bejei sua testa e acordei levando comigo as sensação de ter estado perto de pessoas muito queridas.

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